Reação Artística à Política Trump
A atriz Jeniffer Lawrence gerou um debate viral após suas opiniões sobre a relação entre artistas e política, expressas em uma recente entrevista ao New York Times. Lawrence argumenta que, atualmente, prefere o silêncio, considerando que não há diferença em se posicionar publicamente e que isso apenas dividiria as pessoas.
Ela acredita que sua voz se manifesta através do seu trabalho. A situação se agrava em um cenário político polarizado, onde manifestações frequentes podem afastar o público, em vez de ampliar a mensagem.
O conflito se intensifica com o novo mandato de Donald Trump e sua política anti-imigração, que já resultou na morte de dois cidadãos americanos. A classe artística, em grande parte, tem se mobilizado contra o governo republicano. Um ponto crucial é o Kennedy Center, um memorial vivo ao presidente John F.
Kennedy, que abriga a Orquestra Sinfônica Nacional e a Ópera Nacional de Washington (que deixou o local devido à influência do governo).
Cancelamentos e Recusas
A decisão de reformular o conselho curador do Kennedy Center com a nomeação de Trump gerou cancelamentos de apresentações. O compositor Philip Glass, por exemplo, cancelou a apresentação de sua sinfonia em homenagem a Abraham Lincoln, alegando que a obra entrava em conflito com os valores atuais da instituição.
A Orquestra Sinfônica Nacional também enfrentou recusas de artistas como a soprano Renée Fleming, o Quarteto Brentano e a Companhia de Dança Martha Graham.
Protestos e Manifestações
Além dos cancelamentos, a classe artística tem se manifestado publicamente contra o governo Trump. No Festival de Cinema de Sundance, artistas como Edward Norton, Natalie Portman, Olivia Wilde e Billie Eilish usaram broches com a inscrição “ICE out”, em referência à agência de imigração ICE.
Billie Eilish fez um discurso poderoso, denunciando a violência, a perda de direitos civis e a crise climática.
Conflitos e Protestos em Minnesota
As manifestações ocorrem diante da escalada de tensões entre a população e o ICE, após operações em Minnesota que resultaram na morte de Alex Pretti e Renne Good. A situação tem gerado protestos em massa, especialmente em Minneapolis. A classe artística também se reuniu no ano passado para promover eventos no movimento “Queda da liberdade”, com cerca de 600 eventos ao redor do país, buscando conscientizar a população sobre as medidas consideradas autoritárias do governo.
