J&F e Joesley Batista na Venezuela: Investimento em Segredo e Relações Diplomáticas

J&F e Joesley Batista investem em petróleo na Venezuela: sigilo e tensões diplomáticas ganham destaque. Operação na Venezuela gera questionamentos e sigilo

05/01/2026 9:45

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Brasil, São Paulo, SP. 14/03/2011. Coletiva com Joesley Batista,...

J&F e a Presença de Joesley Batista na Venezuela: Um Cenário de Sigilo

A atuação da Joesley Batista, através da J&F, na Venezuela tem ganhado destaque nos bastidores do setor de energia e da diplomacia brasileira. Desde 2024, o grupo, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, detém a propriedade de uma operação, embora os detalhes da mesma permaneçam limitados.

O que chama a atenção é o investimento realizado em um país marcado por instabilidade política e sob sanções internacionais, juntamente com o alto grau de confidencialidade que envolve a atuação do conglomerado brasileiro no setor energético venezuelano.

A relação entre Joesley Batista e o petróleo na Venezuela se desenvolveu de forma discreta, sem divulgação de volumes produzidos, parceiros locais ou projeções financeiras.

Sigilo Diplomático e Encontros em Caracas

A entrada da J&F no mercado de exploração de petróleo na Venezuela ocorreu de maneira discreta. Não há, até o momento, detalhes públicos sobre volumes produzidos, parceiros locais ou projeções financeiras do negócio.

Em novembro, Joesley Batista visitou Caracas, ultrapassando o âmbito empresarial. O empresário foi recebido pelo então presidente, em um momento de forte tensão internacional. Segundo relatos de bastidores, Joesley tentou convencer Maduro a deixar o poder antes de um eventual endurecimento das ações dos Estados Unidos, liderados pelo então presidente.

O Itamaraty e o Sigilo das Informações

As tratativas envolvendo a J&F na Venezuela não ficaram restritas ao plano privado. O Itamaraty decretou sigilo de cinco anos sobre telegramas diplomáticos trocados com a embaixada brasileira no País.

A existência desse bloqueio veio a público após revelação da jornalista Malu Gaspar, no ano passado. Desde então, pouco avançou o esclarecimento sobre o papel do governo brasileiro nas negociações ou sobre eventuais riscos geopolíticos associados à operação.

Conclusão: Um Cenário de Incerteza

A combinação entre petróleo na Venezuela, diplomacia e grandes grupos empresariais brasileiros reforça como o setor de energia segue profundamente ligado à política internacional. No caso da J&F, o investimento amplia a exposição do grupo a um ambiente de elevada incerteza institucional, ao mesmo tempo em que mantém sob reserva informações que seriam cruciais para o mercado, analistas e autoridades de controle.

Enquanto o sigilo diplomático permanecer em vigor, a atuação da J&F no petróleo venezuelano seguirá despertando mais perguntas do que respostas.

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