JP Morgan Enxerga Oportunidade na Sabesp Apesar da Escassez Hídrica

JP Morgan vê oportunidade na Sabesp (SBSP3) apesar da crise hídrica. Analistas destacam proteção regulatória e potencial de valorização da empresa.

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(Imagem de reprodução da internet).

Sabesp: JP Morgan Enxerge Oportunidade Apesar da Escassez Hídrica

A recente preocupação com a possível escassez hídrica nos reservatórios da Cantareira tem impactado negativamente as ações da Sabesp (SBSP3), registrando uma desvalorização de 6,3% nos últimos cinco dias. No entanto, o JP Morgan avalia que o mercado está reagindo de forma exagerada à situação.

Análise do JP Morgan: Proteção Regulatória e Potencial de Valorização

Os analistas Arthur Pereira e Victor Burke do JP Morgan defendem que a nova estrutura regulatória da Sabesp oferece proteção financeira contra variações no volume de vendas, limitando as perdas em cenários desfavoráveis. A empresa deixou de operar como um negócio focado apenas no volume, incorporando um “colchão regulatório” para suavizar os impactos de oscilações operacionais.

Novo Modelo Regulatório e Projeções

Implementada a partir de 2025, com o contexto da privatização, a nova estrutura regulatória da Sabesp prevê mecanismos formais de neutralização de variações de demanda, com diluição dos impactos financeiros ao longo do ciclo tarifário, em vez de absorção imediata no resultado.

Além disso, a empresa passa a reajustar a tarifa anualmente, em vez de a cada quatro anos.

Desempenho das Ações e Avaliação do JP Morgan

Apesar das preocupações com os reservatórios, o JP Morgan acredita que o mercado já precificou um cenário pessimista, considerando uma queda na vazão de entrada de água para menos de 50% da média histórica. O banco atribui o desempenho relativo mais fraco das ações da Sabesp a essas preocupações com o risco hídrico.

Cenário Estimado e Perspectivas

O JP Morgan estima que o mercado esteja precificando uma destruição de cerca de R$ 5,5 bilhões em valor presente no negócio (VPL) da Sabesp ao longo do tempo. No entanto, os analistas consideram esse cenário pouco provável, devido à proteção oferecida pelo modelo regulatório da companhia.

Comparativo e Perspectivas de Retorno

Para efeito de comparação, os analistas lembram que, mesmo em um exercício extremo, assumindo compensação financeira zero e desconsiderando a regulamentação atual, o impacto estimado seria de R$ 2,7 bilhões, considerando uma queda de 4% nos volumes vendidos e um aumento de 10% nos custos unitários de energia e materiais.

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