JP Morgan rebaixa Klabin e aponta Suzano como melhor aposta em celulose?

JP Morgan rebaixa recomendação para Klabin e aponta Suzano como melhor do setor. Entenda o cenário de celulose!

23/04/2026 19:50

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(Imagem de reprodução da internet).

JP Morgan Reduz Recomendação para Klabin e Ajusta Visão do Setor de Celulose

O JP Morgan ajustou sua perspectiva sobre a Klabin (KLBN11), rebaixando a recomendação de compra para neutra. Essa mudança reflete um cenário percebido como mais desafiador para a celulose de fibra longa e aponta para a ausência de catalisadores de alta no curto prazo.

Apesar de a fibra curta manter uma postura firme, os analistas sinalizam que o setor pode estar próximo de um pico em seu ciclo atual. Segundo o relatório, embora os preços de fibra curta devam se manter estáveis no curto prazo, a demanda mais fraca por papel e a compressão dos spreads da fibra longa limitarão o potencial de valorização.

Impactos do Cenário Global e Geopolítico

O banco de investimentos observou que o recente aumento dos preços, impulsionado por oferta limitada e custos elevados, está perdendo força. O principal motivo apontado é a deterioração do humor global e o aumento das incertezas, especialmente no âmbito geopolítico.

Cautela no Mercado de Commodities

O relatório destaca que, embora a disciplina na oferta e a inflação de custos tenham sustentado os valores, os riscos geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio, geraram cautela. Isso limitou a disposição dos compradores em aceitar novos aumentos de preços.

Para a Klabin, o diagnóstico é claro: o desempenho operacional considerado “balanceado e sólido” já está refletido no preço das ações. Sem novos impulsionadores evidentes, torna-se difícil prever uma nova onda de alta para KLBN11.

Diferenciação entre Klabin e Suzano

Em contraste com o ajuste na Klabin, a Suzano (SUZB3) ganhou destaque positivo junto ao JP Morgan. A instituição considera a Suzano a melhor opção do setor na América Latina, por oferecer uma relação risco-retorno mais atrativa no cenário atual.

Manutenção de “Top Pick” e Valuation Atrativo

A recomendação de compra para Suzano foi mantida, com o status de “top pick”. Parte desse otimismo reside na avaliação da empresa, que está sendo negociada em torno de 5,2 vezes seu resultado operacional projetado para 2026. Isso pode proporcionar um retorno em caixa estimado em cerca de 12,8% ao investidor.

Adicionalmente, espera-se que a Suzano se beneficie do aumento de produção com o ramp-up do projeto Cerrado e de uma redução significativa nos investimentos (capex) após a plena operação. Apesar disso, o preço-alvo foi ajustado de R$ 81 para R$ 74, devido a revisões cambiais, mas ainda aponta um potencial de alta superior a 58%.

Projeções de Preços da Celulose para 2026

O pano de fundo dessas revisões é a mudança abrupta no sentimento do mercado. O cenário que antes era favorável, com suporte de oferta restrita e custos altos, agora convive com maior incerteza, afetando a disposição dos compradores.

Em relação às estimativas de preços, o JP Morgan revisou os números. Para a fibra curta, a projeção subiu para US$ 615 por tonelada no segundo trimestre de 2026, e deve ficar em torno de US$ 590 por tonelada no segundo semestre.

Já para a fibra longa, a expectativa é de US$ 715 por tonelada no segundo trimestre e US$ 740 nos trimestres subsequentes, com spreads mais apertados comparados ao ano anterior. No geral, o banco projeta um cenário positivo para 2026, com preços médios próximos de US$ 600 por tonelada, sustentados por oferta controlada.

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