JPMorgan Reduz Recomendação e Preço-Alvo da WEG
Após uma análise do quarto trimestre de 2025, o JPMorgan ajustou sua recomendação para a WEG, abandonando a classificação “overweight” para uma postura mais neutra. Paralelamente, o banco reduziu o preço-alvo da ação, que agora estima em R$ 49, um declínio de aproximadamente 2,25% em relação ao último fechamento.
Essa mudança reflete uma avaliação de que o desempenho operacional da empresa não atingiu as expectativas estabelecidas.
Impacto na Projeção de Lucro
A revisão da recomendação também impactou as projeções de lucro da WEG. Os analistas do JPMorgan revisaram para baixo as estimativas de lucro por ação para 2026 e 2027, com uma redução de 4% a 5%. Essa atualização considera um cenário de câmbio mais favorável, com o dólar projetado em R$ 5,40 no final do ano, em comparação com a estimativa anterior de R$ 5,65.
Múltiplos e Avaliação da Empresa
O JPMorgan calcula que a WEG está sendo negociada a múltiplos elevados, com valores de 21,6 vezes EV/Ebitda e 31,4 vezes preço/lucro para 2026 e 2027, respectivamente. Apesar desses múltiplos, que representam um prêmio em relação à média histórica da empresa, o banco mantém uma visão positiva sobre a qualidade da WEG, destacando oportunidades de crescimento em áreas como transformadores, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e equipamentos síncronos, impulsionadas pelas tendências globais de eletrificação.
Cautela e Perspectivas Futuras
Apesar das oportunidades de crescimento, o JPMorgan adverte que a ação continua sendo negociada a múltiplos elevados, mesmo sem uma retomada do crescimento nos níveis históricos. Essa situação justifica uma postura mais cautelosa por parte do banco em relação à WEG no curto e médio prazo.
A instituição não enxerga a ação como a melhor alternativa para aproveitar eventos macroeconômicos domésticos, como a possível queda de juros ou o cenário eleitoral no Brasil.
