Light, Gafisa e fundos de pensão sofrem com liquidação do Banco Master

Light, Gafisa e fundos como Oncoclínicas não têm investimentos no Banco Master, que segue em liquidação extrajudicial após denúncia da CVM.

24/11/2025 9:09

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(Imagem de reprodução da internet).

Empresas Light e Gafisa Declaram Ausência de Investimentos no Banco Master

A Light (LIGT3) e a Gafisa (GFSA3) comunicaram ao mercado, no domingo (23), que não possuem aplicações financeiras, negócios em andamento ou exposição relevante ao Banco Master, em resposta a uma solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Light, em recuperação judicial, afirmou não manter relações comerciais, operações financeiras ou investimentos ligados ao Banco Master ou a instituições associadas ao conglomerado. A empresa destacou que suas Informações Financeiras Trimestrais do terceiro trimestre de 2025, divulgadas em 13 de novembro, já indicavam a ausência de investimentos relacionados ao banco.

Liquidação Extrajudicial do Banco Master

A Gafisa também informou não haver relação comercial ou financeira que possa ser afetada pela liquidação extrajudicial. A empresa declarou não ter conhecimento de outros veículos ligados ao banco ou ao controlador Daniel Vorcaro que detenham participação adicional em seu capital.

A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pela Polícia Federal em 18 de novembro, ocorreu em decorrência de uma investigação que apura crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à emissão e negociação de títulos de crédito falsos.

Impactos da Liquidação Extrajudicial

Paralelamente à operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras nos últimos meses. A decisão ocorreu após a apresentação de uma proposta de compra do banco pela holding de investimentos Fictor, com um aporte inicial de R$ 3 bilhões.

Investidores que compraram CDBs do Banco Master podem ser reembolsados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre aplicações em CDBs de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. No entanto, investidores que aplicaram em Letras Financeiras (LFs) não possuem garantia de restituição, pois o pagamento entra na fila de credores da liquidação extrajudicial.

Essa situação afeta cerca de 1,6 milhão de investidores e também impacta fundos de pensão como Oncoclínicas (ONCO3), Emae (EMAE4) e Cedae.

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