Liminar suspende taxação de petróleo para Shell, TotalEnergies e outras; Lula busca alternativa?

Tensão no Oriente Médio afeta a inflação! Lula implementa imposto no petróleo, mas grandes petroleiras suspendem a cobrança judicialmente. O que vem agora?

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(Imagem de reprodução da internet).

Conflito no Oriente Médio e Impactos na Inflação Global

A tensão no Oriente Médio continua exercendo pressão sobre os índices inflacionários em escala mundial. Em resposta, o governo Lula implementou um pacote de medidas econômicas. Uma dessas ações incluía a cobrança de um imposto sobre a exportação de petróleo brasileiro, visando cobrir os custos de subsídios.

No entanto, as grandes petroleiras conseguiram suspender essa cobrança na esfera judicial. Isso força a gestão governamental a buscar alternativas para recompor a arrecadação esperada com a taxação.

Decisão Judicial Suspende Taxação de Exportação de Petróleo

Uma liminar divulgada pela Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu os efeitos da taxação para as empresas Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec, que moveram a ação judicial. Anteriormente, as alíquotas para a exportação dessas companhias eram de zero por cento.

A Medida Provisória (MP) 1.340/20226 previa que essa taxa subiria para 12%. A decisão judicial, contudo, determinou que a suspensão valeria imediatamente, desde a data de sua criação, em 12 de março.

Fundamentos da Suspensão da Cobrança

A MP fazia parte de um conjunto de ações destinadas a amenizar o aumento acentuado dos preços internacionais de petróleo e combustíveis para os consumidores brasileiros. Além do imposto, o governo havia criado um programa de subsídio para o diesel e o gás de cozinha (GLP).

As petroleiras ajuizaram um Mandado de Segurança, solicitando urgência para afastar a aplicação imediata da alíquota. O juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio acatou o pedido das empresas.

Argumentos Jurídicos Apresentados

Segundo a liminar, o juiz entendeu que o texto legal desvirtuou a natureza extrafiscal do tributo. Por isso, seria necessário observar o princípio da anterioridade tributária, que impede a cobrança de impostos no mesmo exercício financeiro ou antes de 90 dias da publicação da lei.

Na decisão, o magistrado pontuou que, ao vincular a receita do imposto ao atendimento das necessidades fiscais emergenciais da União, a medida revelava uma finalidade arrecadatória clara. Isso afastaria qualquer alegação de que o tributo fosse um instrumento de política cambial ou de regulação do comércio exterior.

Reações de Setores e Governo

Na quarta-feira (8), em um evento no Rio de Janeiro (RJ), os presidentes das unidades brasileiras das petroleiras Equinor, Shell e TotalEnergies, juntamente com Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), criticaram a taxa de importação.

Eles enfatizaram que a iniciativa governamental representa riscos para os investimentos.

Por outro lado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o imposto durante o mesmo evento. Ele questionou se as petroleiras estavam se beneficiando excessivamente com a guerra, sugerindo que não poderiam arcar com um pequeno acréscimo de custo.

O ministro argumentou que, em momentos excepcionais, medidas excepcionais são necessárias, citando o cenário de guerra como justificativa para as ações governamentais.

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