Livros Literários de 2025: Uma Seleção Internacional

Descubra livros aclamados de 2025: “Audition” de Katie Kitamura, “Flashlight” de Susan Choi e “The Loneliness of Sonia and Sunny” de Kiran Desai, obras destacadas pelo New Yorker e The New Yorker. Explore também “Flesh” de David Szalay, “Buckley” de Sam Tanenhaus, “Abundance” de Ezra Klein e Derek Thompson, “Apple in China” de Patrick McGee e “Dead and Alive” de Zadie Smith

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(Imagem de reprodução da internet).

Livros Destacados de 2025: Uma Seleção Internacional

Em 2025, alguns livros que prometiam revolucionar o debate em roteiros literários, ensaios sobre economia, política e tecnologia, ainda não haviam sido publicados em português. No entanto, obras que já despertavam grande interesse em outros idiomas mereciam atenção.

Selecionados com base nas listas do New York Times e The New Yorker, esses títulos representavam um panorama do debate intelectual e cultural internacional. A diversidade de temas e formatos – ficção e não ficção – refletia a amplitude dos interesses da época.

Ficção

Audition, de Katie Kitamura (Riverhead, 2025): Uma jovem atriz em Nova York vive sobre a tênue linha entre performance e realidade, envolvida em um encontro estranho com um homem que diz ser seu filho. A prosa contida de Kitamura transmite a alienação e a curiosidade da protagonista enquanto sua vida se desenrola como uma peça, com cenários repetidos e perspectivas espelhadas que desafiam o que podemos conhecer sobre identidade, memória e desejo. Considerado um dos livros essenciais de 2025 pela revista The New Yorker, Audition desafia nossas preconcepções sobre amor, arte e identidade. Kitamura nos lembra que nunca deixamos de fazer audições para os nossos próprios papéis.

Flashlight, de Susan Choi (Farrar, Straus & Giroux, 2025): Uma garota de dez anos sobrevive ao misterioso incidente na praia que tira seu pai de sua vida, mas consequências moldam as relações da família durante décadas. A prosa precisa e empática de Choi permite habitar as forças íntimas e geopolíticas que governam a vida de seus personagens, explorando, contudo, memória, ausência e o encontro da história pessoal com os eventos globais. Flashlight foi descrito pela Vox como “um dos romances mais instigantes de 2025” em sua lista de melhores do ano.

The Loneliness of Sonia and Sunny, de Kiran Desai (Hogarth, 2025): Sonia, aspirante a romancista, retorna à Índia após um relacionamento disfuncional em Nova York. Sunny, jornalista nova-iorquino, reencontra-a em um trem, e o que começa como amizade se transforma em romance. A narrativa vívida e entrelaçada de Desai captura as lutas artísticas de Sonia e a busca por identidade de Sunn, nos fazendo sentir, assim, o peso da solidão e da natureza transitória do pertencimento.

Flesh, de David Szalay (Scribner, 2025): Um jovem solitário, István, cresce em um conjunto habitacional na Hungria e é levado até os círculos mais altos da sociedade britânica. Szalay faz com que o leitor sinta o anseio de István por significado, experiência e pertencimento. Isso enquanto o personagem transita por altos e baixos, num ciclo de descoberta e alienação.

Não Ficção

Buckley, de Sam Tanenhaus (Random House, 2025): Uma biografia extensa de William F. Buckley Jr., figura central na formação do conservadorismo americano moderno. Tanenhaus vai dos seus primeiros anos até a ascensão como fundador da National Review e apresentador do programa de debates Firing Line, quando se tornou o primeiro “intellectual entertainer”. Explorando sua influência duradoura na política e na mídia, Tanenhaus revela um homem brilhante, carismático e contraditório, que navegava entre ideais clássicos e compromissos pragmáticos que moldaram a direita americana do século 20.

Abundance: What Progress Takes, de Ezra Klein & Derek Thompson (Simon & Schuster, 2025): Aqui, Ezra Klein e Derek Thompson argumentam que os maiores problemas dos Estados Unidos – crise habitacional, infraestrutura deficiente e estagnação tecnológica – não são fruto de escassez real, mas sim de uma “escassez escolhida” imposta por regulações rígidas e burocracia que travam a inovação e o crescimento. Klein é colunista do New York Times e autor de Why We’re Polarized, e Thompson é jornalista econômico da The Atlantic e autor de Hit Makers. Juntos, eles combinam dados, política e narrativa acessível para mostrar como instituições bem‑intencionadas diagnosticam problemas, mas falham em resolvê‑los. O livro propõe uma “agenda de abundância”, defendendo reformas políticas e culturais capazes de gerar mais habitação, infraestrutura, tecnologia e, por fim, bem‑estar social.

Apple in China: The Capture of the World’s Greatest Company, de Patrick McGee (Simon and Schuster, 2025): Um relato detalhado sobre como a Apple, buscando eficiência e escala, escolheu investir na China como base de produção e mercado, contribuindo para a ascensão tecnológica e industrial chinesa.

In This Economy?: How Money and Markets Really Work, de Kyla Scanlon (Crown Currency, 2025): Um guia acessível sobre como a economia e os mercados funcionam, escrito por Kyla Scanlon, comentarista econômica e colaboradora da Bloomberg que ganhou notoriedade explicando conceitos econômicos complexos no TikTok.

Dead and Alive: Essays, de Zadie Smith (Penguin, 2025): Uma coletânea de ensaios que atravessa quase uma década, em que reflete sobre arte, política, cultura e identidade com perspicácia e humor. De anedotas pessoais à crítica literária e ao comentário cultural, os textos nos fazem sentir a curiosidade intelectual e o engajamento da autora diante das ansiedades contemporâneas, mostrando como reflexão e observação iluminam a experiência humana.

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