Luiz Inácio Lula usa acordo Mercosul como “vacina” política na campanha eleitoral

Luiz Inácio Lula da Silva usa acordo do Mercosul como estratégia para combater críticas e fortalecer campanha eleitoral, segundo Josué Medeiros

09/01/2026 12:01

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(Imagem de reprodução da internet).

A assinatura do acordo comercial entre os países do Mercosul representa uma nova estratégia de comunicação para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um contexto eleitoral. Segundo o cientista político Josué Medeiros, o pacto pode ser utilizado como ferramenta de defesa contra críticas recorrentes ao partido.

Utilização do Acordo como “Vacina” Política

Medeiros avalia que o acordo funciona como um instrumento para mitigar resistências, especialmente no centro político e em setores produtivos. O objetivo é neutralizar a percepção de que a esquerda não valoriza o mercado, o empresariado e a integração comercial, elementos frequentemente utilizados como argumento de oposição.

Impacto na Campanha Eleitoral

O cientista político destaca que, em campanhas eleitorais, a capacidade de apresentar argumentos de defesa é tão importante quanto atacar o adversário. O acordo, nesse sentido, serve como um “carimbo de credibilidade” para responder à acusação de hostilidade ao mercado.

Expectativas de Melhoria no Comércio Exterior

Medeiros aponta que a redução de tarifas comerciais entre os países do Mercosul pode gerar expectativas positivas para o eleitorado. A diminuição de barreiras tarifárias nos produtos brasileiros exportados para a Europa e a entrada de bens europeus no Mercosul com alíquotas mais baixas são pontos que podem influenciar a percepção do eleitor.

Redução da Rejeição ao Governo

O especialista argumenta que, em uma sociedade polarizada, o objetivo não é necessariamente a migração de votos. A estratégia de Lula é reduzir a rejeição e desmobilizar segmentos que, embora não o votem, aceitem uma vitória do presidente como algo administrável, sem grandes rupturas.

Isso beneficia a consolidação da reeleição.

Aprovação da Política Externa e Comercial

Medeiros ressalta que pesquisas indicam uma ampla aprovação da condução da política externa e comercial do governo, superando a intenção de voto do presidente. Isso demonstra que há um segmento da população que não vota em Lula, mas não acredita que o Brasil se transformará em um país com problemas econômicos graves.

Essa percepção é vista como um ganho significativo em um ambiente político polarizado.

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