Lula e Deputados Aprovam Reforma da Jornada de Trabalho: 40 Horas Sem Alterações Salariais

Aprovada a Mudança na Escala de Trabalho: Um Novo Capítulo
A notícia é comemorada por quem defende o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que aguardava análise na Câmara dos Deputados foi aprovada na noite desta quarta-feira (27), com a maioria dos votos. A proposta visa reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de folga, sem qualquer alteração no salário.
O tema, que se tornou um verdadeiro “episódio” em uma série de debates, agora avança para a próxima fase.
A Aprovação em Duas Etapas
O processo de aprovação foi rápido e decisivo. Na primeira etapa, a PEC nº 221, de 2019, recebeu 472 votos a favor e apenas 22 contra. Para avançar, eram necessários pelo menos 308 votos. Na segunda etapa, o resultado foi ainda mais expressivo: 461 votos a favor e 19 contra.
A equipe de apoio à proposta, liderada pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, celebrou a vitória, que já conta com o apoio do presidente Lula e é uma das principais bandeiras do governo para 2026.
Leia também
O Que Muda para o Trabalhador?
A nova escala, agora aprovada, traz mudanças significativas para o dia a dia do trabalhador. A jornada de trabalho será reduzida de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. É importante ressaltar que essa mudança não implica em redução salarial e que haverá um período de transição de 14 meses para implementar as novas regras.
A proposta também busca amenizar os impactos para empresas com menor capacidade financeira, com a previsão de uma lei complementar específica para pequenos negócios.
Detalhes da Nova Escala
A PEC estabelece a duração máxima do trabalho em oito horas diárias e 40 horas semanais. No entanto, acordos ou convenções coletivas de trabalho podem permitir a realização de compensações de horários e jornada. A proposta prevê que, preferencialmente, um dos dias de folga seja aos domingos, mas convenções ou acordos coletivos podem criar regimes compensatórios para garantir, em média, dois dias de repouso semanal por mês, com pelo menos um dia de folga obrigatória.
Além disso, a PEC proíbe a redução salarial em decorrência da diminuição da carga horária e do aumento de folga.
Exceções e Considerações Finais
Nem todos os trabalhadores se beneficiarão da nova escala. Funcionários de empresas privadas com ensino superior e salário acima de R$ 21.188,87 (dois tetos e meio dos benefícios do INSS) ficarão de fora das novas regras. Essa exceção será definida diretamente com a empresa empregadora ou por convenção coletiva.
Funcionários públicos, por outro lado, estarão sujeitos às novas regras, mesmo com salários acima do teto. A discussão sobre a PEC ainda não chegou ao Senado, onde a resistência de setores empresariais, como a CNI e a Fiesp, pode prolongar o debate.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real


