Lula, Haddad e Trump: Economia Global em Movimento na Semana

Boletim Focus traz projeções de inflação 2026, enquanto mercado acompanha fala de Haddad. Lula e Vieira em reunião no Planalto. China registra crescimento de 4,5% no PIB

19/01/2026 8:23

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(Imagem de reprodução da internet).

Economia Brasileira e Internacional em Destaque na Semana

A semana iniciou com uma agenda intensa tanto no Brasil quanto no exterior, marcada por dados macroeconômicos, eventos políticos e desenvolvimentos geopolíticos. O foco principal nesta segunda-feira (19) foi a divulgação do Boletim Focus, que apresentou novas projeções para 2026, além de compromissos importantes em Brasília e a menor liquidez global devido ao feriado nos Estados Unidos.

O Boletim Focus trouxe uma leve redução na projeção de inflação para 2026, de 4,06% para 4,05%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 permaneceram estáveis. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) também não sofreu alterações, indicando a manutenção do cenário base traçado pelos analistas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu uma entrevista ao vivo no canal UOL, às 11h, acompanhada de perto pelo mercado em busca de sinais sobre a política fiscal e a condução econômica do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o dia às 9h, no Palácio do Planalto, em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e ao longo do dia se reuniu com Alexandre Silveira, Marcelo Weick, dirigentes de instituições comunitárias de educação superior, Rui Costa e encerrou a agenda com Renan Filho.

Nos Estados Unidos, o feriado de Martin Luther King Jr. Day impactou o mercado financeiro, reduzindo a liquidez global.

Na China, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5% no quarto trimestre, desacelerando em relação aos 4,8% do terceiro trimestre, representando o resultado mais fraco desde o primeiro trimestre de 2023. No entanto, no acumulado do ano, a economia chinesa avançou 5%, atingindo a meta oficial.

Esse dado reforça a percepção de um crescimento mais moderado, porém controlado, da segunda maior economia do mundo.

O Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, também atraiu a atenção dos investidores, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, deve discursar na quarta-feira, o que pode gerar instabilidade no cenário global. Tensões comerciais e geopolíticas no Ártico continuam sendo um ponto de preocupação.

A disputa comercial entre os Estados Unidos e a Europa intensificou-se com a pressão de Donald Trump sobre a Europa, anunciando uma tarifa de 10% sobre produtos de países que apoiaram a Groenlândia. A União Europeia está considerando um pacote de retaliação de até 93 bilhões de euros.

O cenário se agrava com a intensificação da disputa geopolítica no Ártico.

O Canadá e a China estabeleceram um acordo comercial inicial para reduzir tarifas sobre veículos elétricos e canola, durante a visita do primeiro-ministro Mark Carney a Pequim. No Brasil, o Mercosul busca ampliar parcerias globais, com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China sendo prioridades estratégicas, conforme declarado pelo presidente Lula.

O debate sobre o biodiesel continua, com a Consulta Pública nº 203/2025 buscando aprimorar o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), enquanto o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) defende a abertura regulada da importação do produto.

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