Presidente Participa de Encerramento do 14º Encontro Nacional do MST em Salvador
O presidente participará nesta sexta-feira (23) do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador. O evento marca um momento importante para o governo, que deve anunciar um novo pacote de desapropriações com o objetivo de acelerar os assentamentos até 2026.
A iniciativa representa uma estratégia central para o governo, buscando fortalecer a reforma agrária e atender às demandas do MST. O Palácio do Planalto busca também se aproximar da base histórica do movimento, em um contexto de reestruturação política e com o objetivo de consolidar o apoio social.
Plano de Assentamento e Desapropriações
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o governo pretende assentar aproximadamente 26 mil famílias entre fevereiro e março. O ministro destacou que 2026 será o ano com o maior volume de desapropriações durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Até o momento, o governo já incluiu cerca de 230 mil famílias em programas de reforma agrária, demonstrando um esforço contínuo para promover o acesso à terra e o desenvolvimento rural.
Retomada do Encontro e Participantes
O encontro reúne cerca de 3 mil delegados do MST de todas as regiões do país. A retomada do Encontro Nacional após 17 anos, com a última edição ocorrida no Rio Grande do Sul, confere um peso político significativo ao evento.
A presença do presidente e da primeira-dama Janja da Silva amplia o impacto do ato dentro da agenda do governo com os movimentos sociais. O evento se torna um momento crucial para o diálogo e a construção de políticas públicas.
Diálogo e Recomposição da Relação com o MST
A participação do encontro ocorre após um período de diálogo entre o governo federal e o MST. Em maio de 2024, lideranças do movimento expressaram suas expectativas em relação ao ritmo da reforma agrária e defenderam ajustes no Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
Desde então, o Palácio do Planalto intensificou o diálogo, buscando construir uma relação de confiança e colaboração. O novo pacote de desapropriações surge como um sinal concreto do compromisso do governo com o setor agrícola e com a base social da esquerda, visando o desenvolvimento do campo até 2026.
