Lula reúne ministros para avaliar ataque EUA à Venezuela e preparar o Brasil

Lula reúne ministros para avaliar operação EUA na Venezuela; Itamaraty condena bombardeios e busca diálogo. Governo se prepara para fluxo de refugiados e reforça o SUS

03/01/2026 16:17

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(Imagem de reprodução da internet).

Após o anúncio da operação realizada pelos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu uma reunião de emergência nesta manhã, 3, com ministros do governo. A iniciativa visa avaliar os impactos da ação e coordenar a resposta do Brasil.

A posição do governo, conforme divulgada pelo Itamaraty, reafirma a condenação dos bombardeios em território venezuelano e a defesa do multilateralismo.

Abertura ao Diálogo e Monitoramento da Fronteira

Lula se colocou à disposição para promover um diálogo entre os dois países envolvidos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que não há, até o momento, notícias de brasileiros entre as vítimas dos ataques. Ele garantiu que a Embaixada do Brasil na Venezuela está em contato constante para acompanhar a situação.

A reunião contou com a presença de diversos ministros, incluindo os responsáveis pela Defesa, Casa Civil, Comunicação Social, Relações Institucionais e Justiça.

Posição da Defesa e Monitoramento Militar

O ministro da Defesa, José Múcio, declarou que a fronteira entre Brasil e Venezuela permanece aberta e que há um contingente suficiente para garantir a segurança. Ele ressaltou que o Exército está monitorando a situação na Venezuela, com tropas mobilizadas na fronteira de Roraima.

A avaliação militar aponta para uma ação pontual, focada na captura do presidente Nicolás Maduro, sem grandes repercussões operacionais.

Impactos e Preparativos do SUS

Autoridades brasileiras observam um possível aumento no fluxo de refugiados venezuelanos chegando ao país, como consequência da ação militar. Há também preocupação com o risco de que o conflito facilite a entrada de criminosos, especialmente ligados ao narcotráfico.

O governo brasileiro está se preparando para lidar com possíveis desdobramentos, com o Sistema Único de Saúde (SUS) sendo reforçado. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os investimentos do Brasil na área aumentaram após a suspensão de financiamentos para a Operação Acolhida, que auxilia refugiados em Roraima.

Compromisso com a Saúde e a Paz

Padilha enfatizou que o governo está preparado para cuidar de quem precisar, com o SUS absorvendo os impactos da situação na Venezuela. Ele concluiu com um apelo pela paz, ressaltando que conflitos não devem terminar em bombardeios, que destroem serviços de saúde e impedem o cuidado às pessoas.

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