Macron ataca duramente acordo UE-Mercosul e expõe riscos para a Europa

Macron ataca acordo UE-Mercosul e causa alvoroço! O presidente francês critica pacto como “desatualizado” e exige mais proteção para a Europa. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Macron Intensifica Críticas ao Acordo UE-Mercosul

O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou sua postura crítica em relação ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Em entrevista ao jornal El País, ele descreveu o pacto como “desatualizado” e “mal negociado”, apesar de reconhecer o contexto geopolítico de aproximação entre os blocos econômicos.

A declaração busca atingir dois públicos distintos: eleitores europeus, especialmente o setor agrícola, e as autoridades de Bruxelas, que buscam avançar em sua agenda comercial em um cenário global cada vez mais incerto.

Por Que Macron Considera o Acordo Desatualizado?

Macron argumenta que defende acordos que sejam “justos”, com mecanismos de proteção e respeito às normas ambientais. Ele acredita que o “mandato desatualizado” do acordo é um problema fundamental, devido ao longo período de negociações e às mudanças significativas nas regras ambientais e nos padrões de concorrência que ocorreram durante o processo.

A França se posiciona como uma voz forte contra o modelo atual, defendendo a proteção dos produtores europeus e exigindo padrões ambientais equivalentes aos do mercado interno.

Obstáculos à Ratificação do Acordo

Apesar das negociações contínuas, o acordo Mercosul-UE enfrenta obstáculos políticos e jurídicos. A Comissão Europeia divulga dados e defende os benefícios econômicos do pacote, mas o processo de ratificação pode ser atrasado. Em janeiro, parlamentares europeus votaram para adiar a tramitação do acordo e enviar alguns pontos para análise jurídica, o que prolonga o cronograma de aprovação.

Europa Busca Autonomia e Proteção

Macron enfatizou que a União Europeia não pode “relaxar” diante de novas ameaças tarifárias, citando um “estado de instabilidade permanente”. Ele defende que a Europa reduza suas dependências e tome decisões com maior autonomia. Essa postura explica por que o acordo precisa vir acompanhado de instrumentos de proteção e por que o tema continua a ser relevante na agenda política e econômica europeia, especialmente quando o comércio e a geopolítica se cruzam.

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