Manifestações Indígenas cobram demarcação de terras em dia de celebração crucial

Manifestações indígenas cobram demarcação de terras! Apib lidera protestos no Dia dos Povos Indígenas, alertando sobre ataques e ameaças. Saiba mais!

19/04/2026 15:08

3 min

Manifestações Indígenas cobram demarcação de terras em dia de celebração crucial
(Imagem de reprodução da internet).

Manifestações Indígenas Cobram Demarcação de Terras em Dia de Comemoração

Neste domingo, dia 19, data celebrada como o Dia dos Povos Indígenas, diversas organizações indígenas realizaram manifestações públicas. O principal clamor era pela demarcação imediata de seus territórios tradicionais. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) liderou os protestos, enfatizando que a demarcação representa uma reparação histórica fundamental.

Para a Apib, os territórios são vitais para a sobrevivência e manutenção da cultura dos povos originários. “Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos”, declarou a organização.

Eles afirmaram que sem a demarcação, não há futuro, cultura ou vida, pois o território é o local de plantio, celebração e sepultamento dos ancestrais.

Denúncias de Violência e Exploração Territorial

A Apib também trouxe à tona a violência persistente contra os povos originários e a exploração ilegal de suas terras. A organização protestou contra práticas como garimpo ilegal, desmatamento e invasões, classificando-as como atos que não fazem parte da cultura indígena.

“Violência não é cultura. Demarcar é reparar. Não há soberania nem democracia sem território demarcado”, reforçaram os líderes indígenas. Em um evento anterior, o Acampamento Terra Livre, organizado pela Apib em Brasília, reuniu representantes de grande parte dos 391 povos originários do Brasil, debatendo a defesa territorial e denunciando violações de direitos.

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Impacto Ambiental e Pedidos de Proteção

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) também pleiteou a proteção e a demarcação das áreas indígenas. A entidade alertou que a destruição desses territórios afeta diretamente o equilíbrio ambiental da Amazônia, o que se manifesta em secas severas e degradação.

“Os territórios indígenas estão sob ataque permanente, com o garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e grandes empreendimentos que avançam sobre a Amazônia”, alertou a Coiab. Eles caracterizaram essa situação não como um conflito isolado, mas sim um projeto contínuo de exploração sobre suas terras ancestrais.

Posicionamentos de Direitos Humanos e Governamentais

A Anistia Internacional manifestou-se pedindo urgência na devolução e demarcação das terras. Segundo a organização, só será possível celebrar plenamente quando os direitos de todos os povos originários, no Brasil e no mundo, estiverem garantidos.

A Anistia ressaltou que proteger os povos originários é garantir o futuro, pois eles são guardiões de grande parte da biodiversidade global, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também se posicionou, defendendo o reconhecimento e a valorização dessas populações em suas ações de gestão e política indigenista.

A Importância da Demarcação para o Futuro

As declarações convergiram para um ponto central: a demarcação territorial não é apenas um ato de justiça histórica, mas uma condição essencial para a sobrevivência cultural e física dos povos originários. Defender seus direitos é, portanto, defender os direitos humanos em sua totalidade.

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