Marcelo Bolzan Apresenta Estratégias de Investimento para 2026
Marcelo Bolzan apresenta estratégias de investimento para 2026, com foco em queda da Selic e diversificação de carteiras. O especialista do The Hill Capital recomenda explorar renda fixa e variável, com 70% em renda fixa e 30% em renda variável
Perspectivas de Investimento para 2026: Análise de Especialistas
Com o ano de 2026 em ascensão, investidores e gestores financeiros já estão avaliando as tendências e oportunidades para os próximos meses. Diante desse cenário, o jornal Seu Dinheiro realizou o evento “Onde Investir em 2026”, com o objetivo de apresentar análises e estratégias para otimizar carteiras de ativos.
O evento reuniu nomes de destaque do mercado financeiro, incluindo Marcelo Bolzan, sócio do escritório de investimentos The Hill Capital, e a apresentadora Paula Comassetto.
Análise de Marcelo Bolzan sobre o Cenário Econômico
Bolzan abordou as expectativas para o mercado financeiro em 2026, destacando a possível queda da taxa Selic como um fator crucial. A redução da taxa básica de juros, prevista para março, pode impulsionar a alocação de carteiras, segundo o especialista.
Bolzan projetou uma Selic em torno de 12% ao final do ano, considerando a desaceleração da atividade econômica e a expectativa de inflação em declínio.
Estratégias de Investimento para 2026
O especialista defendeu que brasileiros com investimentos “estacionados” no CDI devem se movimentar, aproveitando os retornos menores. Bolzan recomendou explorar tanto ativos de renda fixa quanto de renda variável, buscando oportunidades em um cenário de juros em queda.
Para a renda fixa, o foco é alongar os prazos de títulos prefixados e indexados à inflação, especialmente os títulos IPCA+ com vencimentos entre sete e dez anos.
Alocação de Ativos e Diversificação
Bolzan enfatizou a importância de se expor a ativos de risco, como a bolsa brasileira, onde os múltiplos ainda estão considerados baratos. Para a alocação ideal, o especialista propôs uma divisão de 70% para renda fixa e 30% para renda variável.
Dentro da renda variável, o escritório The Hill Capital adota uma estratégia “30/30/10”, distribuindo os pesos em multimercados e ações da bolsa brasileira, com 10% destinado a investimentos em metais, como o ouro.
Importância do Rebalanceamento da Carteira
Bolzan ressaltou que o rebalanceamento da carteira é um fator mais importante do que a escolha de ativos com o maior potencial de lucro. Ele explicou que, em momentos de alta ou baixa expressiva nos mercados, investidores tendem a agir de forma contrária ao que seria ideal, como vender em alta ou comprar em baixa.
Para evitar esse erro, o especialista defende a definição de prazos de rebalanceamento, realizando análises a cada seis meses ou um ano para verificar se os percentuais da alocação estratégica ainda fazem sentido.
Alocação Internacional e Diversificação Geográfica
Além das estratégias domésticas, Bolzan destacou a importância de ter parte do patrimônio alocado em ativos internacionais, especialmente considerando a incerteza eleitoral e a oscilação da bolsa brasileira. Ele recomendou uma exposição de 20% adicional do patrimônio em investimentos internacionais, sejam eles em renda fixa, renda variável ou metais como o ouro.
Conclusão: Estratégias para um Investimento Inteligente em 2026
Com base nas análises de Marcelo Bolzan, o investimento em 2026 exige uma abordagem estratégica, focada na diversificação, no rebalanceamento da carteira e na exposição internacional. A combinação de estratégias domésticas e globais, aliada a uma visão de longo prazo, pode ser a chave para otimizar o desempenho das carteiras e alcançar os objetivos financeiros.
Autor(a):
Redação
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