Mercado de Capitais Brasileiro Atinja Recorde Histórico em 2025, Apresenta Crescimento de 6,4%
Mercado de Capitais Brasil bate recorde em 2025 com R$ 838,8 bilhões, aponta Anbima. Desempenho impulsionado por renda fixa e mercado secundário em expansão.
Mercado de Capitais Brasileiro Encerra 2025 com Recorde Histórico
O mercado de capitais brasileiro concluiu o ano de 2025 com um desempenho notável, atingindo um volume de R$ 838,8 bilhões, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Esse valor representa o maior patamar já registrado na série histórica, iniciada em 2012, e demonstra um crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior.
A performance robusta reflete um cenário positivo para o financiamento de empresas e projetos no país.
Principais Características do Mercado em 2025
O sucesso do ano foi impulsionado principalmente pela demanda por títulos de renda fixa, que somaram R$ 737 bilhões em ofertas. A diversidade de instrumentos e emissores também contribuiu para o resultado positivo. Destacam-se as operações envolvendo fundos imobiliários, que apresentaram um crescimento expressivo de mais de 77%.
Renda Fixa em Destaque
Dentro da renda fixa, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) se destacaram, atingindo 1.098 ofertas públicas, o maior número da série histórica e representando 42% de todas as ofertas de renda fixa. As debêntures incentivadas também tiveram um desempenho notável, avançando mais de 31,7% em relação a 2024.
As debêntures corporativas registraram um volume de R$ 314,9 bilhões, com uma retração de 7% em relação ao ano anterior.
Mercado Secundário em Crescimento
O mercado secundário de debêntures apresentou um desempenho ainda mais expressivo, com um volume total negociado de R$ 947,4 bilhões, um aumento de 33,9% em relação ao ano anterior. Esse crescimento, que superou em quase o dobro o volume das ofertas no mercado primário, é considerado fundamental para sustentar a expansão do mercado primário.
Participação da Pessoa Física
A participação da pessoa física no mercado de capitais também aumentou, impulsionada principalmente pelos FIDCs, que se tornaram uma opção para investidores individuais após mudanças regulatórias. Apesar disso, os fundos de investimento e as instituições financeiras continuam sendo os principais alocadores de recursos no mercado primário.
Renda Variável em Ritmo Lento
A renda variável apresentou um desempenho mais lento, com apenas dez operações de follow-on realizadas, que somaram R$ 15,5 bilhões. O mercado de IPOs permaneceu fechado, mas a Anbima avalia que um ambiente de queda de juros e spreads mais bem definidos pode impulsionar o mercado de ações em 2026.
Autor(a):
Redação
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