Mercado de Crédito Privado Apresenta Recuperação com Sinais Positivos em 2025

Mercado de Crédito Privado encerra 2025 com baixa, mas sinais de recuperação. Fundos tradicionais e incentivados registraram saídas, mas captação positiva. Análise da Empiricus aponta para mudança no risco

20/01/2026 18:06

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Mercado de Crédito Privado Encerra 2025 com Baixa e Sinais de Recuperação

No fechamento de 2025, o mercado de crédito privado apresentou um cenário de baixa, com saídas líquidas significativas de recursos. Em dezembro, os fundos de crédito tradicionais registraram uma saída de R$ 9,7 bilhões, enquanto os fundos incentivados, que investem em debêntures isentas de imposto de renda, amargaram um resultado mensal negativo de R$ 9,6 bilhões.

Apesar desse cenário inicial, o saldo anual ficou positivo, com uma captação de R$ 58,7 bilhões nos fundos tradicionais e R$ 87 bilhões nos fundos incentivados. Esses dados, provenientes do relatório Perspectiva dos Gestores elaborado pela Empiricus, indicam uma possível recuperação do setor.

Análise do Mercado e Percepção de Risco

O analista Pedro Claudino, responsável pelo levantamento, não confirma se a saída de recursos é um movimento sazonal. Ele destaca que o histórico de outros anos está contaminado por eventos de crédito passados. Os resgates dos fundos tradicionais não se concentraram em fundos de liquidez diária (D0/D1), mas sim em fundos de resgate em até 30 dias.

O relatório, com a participação de 17 gestoras que administram um patrimônio de R$ 1,7 trilhão, revela uma mudança na percepção de risco, com o retorno para as debêntures emitidas por bons pagadores (rating AAA e AA-) saindo do campo negativo para a neutralidade.

Estratégias de Investimento e Setores Favoritos

A estratégia dominante dos gestores continua defensiva, com sobrealocação em caixa, crédito bancário e fundos de direitos creditórios (FIDCs), buscando garantir liquidez e proteção diante do cenário macroeconômico (juros e inflação). As debêntures tradicionais se destacam como o principal destaque de subalocação, enquanto as debêntures incentivadas mostram uma tendência de recuperação desde a correção de outubro, aproximando-se gradualmente do nível de neutralidade.

O relatório também identifica os setores de saneamento, financeiro e energia (transmissão e distribuição) como os favoritos dos gestores, com um otimismo consistente.

Perspectivas para o Mercado Secundário e Primário

Para os próximos seis meses, a expectativa dos gestores é mais positiva em relação ao mercado secundário, com sinalização de aumento no volume de negociações de debêntures tradicionais e incentivadas. No entanto, o mercado primário, onde ocorrem as novas emissões, ainda apresenta incertezas.

Apesar da cautela geral, o mercado de infraestrutura continua sendo um motor importante para o crédito privado.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real