Mercado de ETFs no Brasil explode com novos produtos e investidores em 2026!
Mercado de ETFs no Brasil explode! Mais de 50 lançamentos em 2025 impulsionam o setor. R$ 90,2 bilhões investidos e 850 mil+ investidores. Saiba mais!
O mercado de fundos de índice (ETFs) no Brasil continua a apresentar um crescimento notável. Em 2025, assistimos a um volume impressionante de lançamentos, com mais de 50 novos ETFs, praticamente um por semana. Com um total de quase 500 produtos disponíveis, incluindo aqueles listados na B3 e outros que replicam fundos negociados no exterior, a variedade de opções para os investidores aumentou significativamente.
Esses ETFs abrangem desde o Ibovespa até índices de crédito privado, commodities e até mesmo criptoativos, oferecendo aos investidores uma gama diversificada de estratégias.
De acordo com dados da B3, a indústria brasileira de fundos de índice ultrapassou 850 mil investidores, com 81% deles sendo pessoas físicas. O patrimônio investido nesses ativos atingiu um recorde de R$ 90,2 bilhões. Apesar desse crescimento, o número de investidores em ETFs ainda é relativamente pequeno em comparação com o mercado de renda fixa (100 milhões de investidores) e de renda variável (5,4 milhões de investidores).
Analistas preveem que o mercado de ETFs continuará a crescer em 2026. Renato Nobile, gestor da Buena Vista, acredita que o avanço do mercado de ETFs está ligado às vantagens estruturais dos ETFs e às mudanças na forma de investir. Danilo Moreno, analista da Investo, também espera um ano positivo, com o número de produtos e o patrimônio investido em ETFs mantendo uma trajetória de crescimento acelerado.
Os lançamentos futuros devem se concentrar principalmente na renda fixa, onde a variedade de estratégias ainda é menor do que em ETFs de renda variável. Renato Eid, da Itaú Asset Management, prevê maior seletividade nos lançamentos, com uma visão mais crítica sobre o que está funcionando.
A B3 destaca que os próximos anos consolidarão a expansão dos ETFs de crédito e híbridos, além do crescimento de produtos baseados em fatores e teses globais.
A adoção da corretagem fee-based, onde os corretores são remunerados por uma taxa fixa anual sobre o patrimônio, também pode impulsionar o mercado de ETFs. Essa mudança de modelo de remuneração pode beneficiar os ETFs, que possuem um bom custo-benefício, em comparação com fundos multimercado.
A combinação da corretagem fee-based com carteiras administradas atuará como um catalisador para o crescimento dos ETFs, que se tornaram a espinha dorsal do mercado de capitais brasileiro, segundo o relatório anual da bolsa brasileira.
Autor(a):
Redação
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