Por mais de uma década, a dinâmica das plataformas da Meta – WhatsApp, Instagram e Facebook – funcionou com um modelo de gratuidade, financiado por dados e publicidade. No entanto, a empresa sinalizou uma mudança significativa nesse contrato. A Meta admitiu, ao portal TechCrunch, que planeja testar planos pagos, oferecendo acesso a recursos exclusivos dentro dos aplicativos.
Testes Graduais de Assinaturas
Os testes de assinaturas serão implementados gradualmente nos próximos meses, com diferentes pacotes disponíveis para cada plataforma. A Meta busca criar uma camada “premium” sem alterar a base gratuita que garante o alcance global dos aplicativos.
Isso significa que os usuários não serão obrigados a pagar para continuar utilizando o WhatsApp, Instagram ou Facebook. Apenas aqueles que desejarem funcionalidades avançadas terão a opção de pagar.
Recursos Avançados em Consideração
A Meta ainda não detalhou oficialmente quais recursos estarão incluídos nos planos pagos. No entanto, informações vazadas e análises de versões em desenvolvimento indicam o que pode ser oferecido. No WhatsApp, espera-se o desenvolvimento de ferramentas avançadas de organização, automação e o uso de inteligência artificial, especialmente para usuários intensivos e pequenos negócios.
Já no Facebook, o foco tende a ser na produtividade, gerenciamento de conteúdo e integração com recursos inteligentes. A empresa também avalia modelos “freemium” para ferramentas de criação com IA, como a geração e remixagem de vídeos, mantendo acesso básico gratuito e cobrando por recursos avançados.
Inteligência Artificial como Pilar
A aposta da Meta na cobrança está ligada ao investimento em inteligência artificial. A empresa planeja integrar agentes inteligentes aos aplicativos, utilizando ferramentas como a adquirida da Manus. A expectativa é que esses agentes de IA ofereçam suporte aos usuários, otimizando a experiência e automatizando tarefas.
Contexto Global e Adaptações
O novo modelo não surge do nada. A Meta já oferece, em alguns países da União Europeia, a opção de pagar para usar Instagram e Facebook sem anúncios, em resposta às regulamentações de privacidade do bloco. Essa iniciativa demonstra a flexibilidade da empresa em se adaptar a diferentes mercados e legislações.
