Cinco irmãos alegam ter sido vítimas de abuso sexual na infância, atribuído a Michael Jackson, e entraram com um pedido de indenização de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) contra o espólio do cantor na Justiça dos Estados Unidos.
A ação, protocolada nesta quinta-feira (15), envolve Frank Cascio e seus irmãos, gerando uma complexa disputa judicial.
Disputa entre Herdeiros e Supostas Vítimas
Durante a audiência no tribunal, o advogado Marty Singer argumentou que as acusações visam obter vantagem financeira. Segundo ele, a defesa de Cascio teria aumentado gradualmente os valores exigidos. Singer negou qualquer irregularidade por parte dos administradores do patrimônio do cantor.
Traumas e Rejeição das Acusações
O advogado Howard King sustentou que os traumas psicológicos persistem até hoje, afirmando que um dos irmãos enfrenta abalos emocionais severos. King rejeitou a tese de fabricação dos relatos, defendendo a veracidade das acusações.
Base do Pedido Bilionário
O pedido de indenização de US$ 200 milhões se baseia em acordos anteriores. Desde 2024, King entrevistou os cinco irmãos, coletando mais de dez horas de depoimentos gravados. Esses registros detalham os supostos abusos sofridos na infância. A defesa também citou um acordo dos anos 1990, quando Michael Jackson pagou US$ 25 milhões a um único acusador, justificando uma indenização proporcionalmente maior devido ao número de supostas vítimas.
Relação de Longa Data e Mudança de Versão
Frank Cascio manteve uma relação próxima com Michael Jackson por mais de três décadas, conhecendo o cantor ainda criança. Ele integrou a equipe profissional do artista, publicando em 2011 o livro “Meu Amigo Michael”, onde defendia o cantor e afirmava nunca ter presenciado comportamentos inadequados, descrevendo as interações como “inocentes” e “mal interpretadas”.
Conflito e Venda do Catálogo Musical
O conflito ganhou força em julho de 2024, quando os Cascio exigiram US$ 213 milhões, alegando que a ameaça envolvia ampliar a divulgação das acusações e afetar negócios estratégicos, incluindo a venda de 50% do catálogo musical de Michael Jackson para a Sony, concluída por US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3,2 bilhões).
O espólio argumenta que a nova ação judicial está ligada a esse contexto comercial.
