Moody’s projeta US$ 900 bilhões em títulos sustentáveis em 2026: volume e tendências

Moody’s projeta US$ 900 bilhões em títulos sustentáveis em 2026, volume similar a 2025, impulsionado por projetos de adaptação e transição energética

20/01/2026 17:27

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(Imagem de reprodução da internet).

Projeções Globais de Títulos Sustentáveis em 2026

A Moody’s projetou que a emissão global de títulos sustentáveis deverá atingir aproximadamente US$ 900 bilhões em 2026, um volume similar ao observado em 2025. Essa previsão reflete um avanço contínuo no mercado, impulsionado pela crescente necessidade de financiar projetos de adaptação e resiliência às mudanças climáticas, além de iniciativas de transição energética.

A estabilidade do mercado demonstra a importância crescente da sustentabilidade no financiamento corporativo e governamental.

Estrutura das Emissões

Em 2026, espera-se que os títulos sustentáveis sejam compostos por US$ 530 bilhões em títulos verdes, US$ 115 bilhões em títulos sociais, US$ 190 bilhões em títulos de sustentabilidade, US$ 40 bilhões em títulos de transição e US$ 25 bilhões em títulos vinculados à sustentabilidade (SLBs).

Os títulos verdes devem representar quase 60% do mercado, consolidando sua liderança. Essa diversificação visa atender a diferentes necessidades e prioridades, desde a redução de emissões até a promoção de impactos sociais positivos.

Tendências de 2026

A Moody’s destaca que projetos de energia renovável e eficiência energética continuarão sendo os principais motores do mercado, especialmente entre emissores já consolidados. No entanto, o segmento deve se diversificar, com investimentos crescentes em adaptação climática, infraestrutura digital e em setores que buscam se descarbonizar.

Os títulos sociais devem manter um patamar mais baixo, enquanto o financiamento da transição climática deve ganhar força, impulsionado por novos padrões e pela demanda por projetos de transição confiáveis.

Desempenho Regional

A Europa deve continuar liderando a emissão de títulos sustentáveis em 2026, com uma participação de aproximadamente 47% do total global. A Ásia-Pacífico deve seguir como a segunda maior emissora, enquanto a América do Norte tende a manter uma participação reduzida.

O Oriente Médio e a África devem continuar com uma fatia menor, mas com potencial de crescimento, impulsionado por investimentos internacionais e pela demanda por energia limpa. A América Latina e o Caribe apresentam um crescimento mais lento, com uma participação de apenas 3% do total global.

Oportunidades Emergentes

Além das tendências já mencionadas, a infraestrutura digital surge como uma nova oportunidade para a dívida sustentável, impulsionada pela crescente demanda por data centers, especialmente para suportar a inteligência artificial e a computação em nuvem.

A Moody’s também prevê o crescimento do mercado de títulos de catástrofes, refletindo a necessidade de transferência de riscos e o interesse de investidores em retornos ajustados ao risco.

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