Movida (MOVI3) Apresenta Lucros Crescentes e Reforça Visão Positiva
Após um período de foco no crescimento da frota, a Movida (MOVI3) demonstra agora uma rota de mudança clara, e os resultados recentes confirmam essa tendência. No quarto trimestre, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 102,3 milhões, um aumento expressivo de 64,5% em comparação com o mesmo período de 2024.
Esse desempenho positivo se estende ao acumulado do ano, com um lucro de R$ 318,4 milhões, representando um crescimento de 37,5% em relação a 2024.
Fatores que Impulsionaram o Crescimento
Embora parte do bom desempenho seja atribuída a efeitos tributários, com uma menor alíquota de imposto no trimestre, o indicador de retorno sobre o patrimônio investido (ROIC) de 16,6% – um recorde para a companhia – sinaliza uma operação mais eficiente e menos dependente de expansão acelerada.
O CEO, Gustavo Moscatelli, destacou a importância desse resultado, enfatizando que ele resume a melhora da lucratividade e a disciplina de capital.
Aumento da Operação e Margens
A evolução dos indicadores tem origem em um aumento no volume de diárias e nas tarifas, além de uma melhora na eficiência operacional. O Ebitda, que mede a capacidade de geração de caixa, alcançou R$ 1,49 bilhão, um crescimento de 19,8% na comparação anual.
O Ebit, que mede o lucro antes de juros, avançou 24,2% no período, atingindo R$ 850,7 milhões.
Novas Receitas e Redução da Alavancagem
A receita líquida total atingiu R$ 3,6 bilhões entre outubro e dezembro, com um crescimento de 12,6% na base anual. A operação de locação continua sendo o principal motor do faturamento, com um crescimento de 17% na receita. A Movida também registrou um aumento de 7% na receita com venda de ativos.
A empresa encerrou o trimestre com uma alavancagem de 2,6 vezes, o menor nível dos últimos cinco anos.
Projeções e Visão do Mercado
A Movida também divulgou seu guidance de curto prazo para o primeiro trimestre de 2026, com um lucro líquido previsto entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões, acima das expectativas do mercado. Apesar da otimismo, o preço-alvo dos analistas do BTG Pactual permanece em R$ 12 para os próximos 12 meses, o que implica uma desvalorização potencial de quase 9%.
