MRV divulga prévias de R 2,75 bi com resultados mistos

A MRV (MRVE 3) divulgou suas prévias do segundo trimestre de 2026, apresentando um cenário misto que gerou reações diversas do mercado financeiro. A empresa, como acontece com outras incorporadoras e construtoras, já havia antecipado seus resultados.
As vendas líquidas da divisão de incorporação da MRVCo (MRVE 3) registraram R 2,75 bilhões, um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar desse resultado, o mercado considerou – o abaixo das expectativas, conforme apontam análises do BTG e da XP.
Geração de Caixa e Resultados Preliminares
Apesar das vendas abaixo do esperado, a MRVCo (MRVE 3) apresentou uma notável geração de caixa, atingindo R 77,2 milhões no segundo trimestre e R 468,8 milhões nos primeiros seis meses do ano. Esse número representa um aumento significativo em relação à queima de caixa de R235,1 milhões registrada no primeiro semestre do ano anterior.
O Citi, por sua vez, ressaltou que a geração de caixa recorrente foi de apenas R 19,6 milhões, excluindo o efeito positivo da cessão de recebíveis, destacando – o como um ponto crucial para a recuperação da confiança na empresa.
A geração de caixa impulsionada pela venda de ativos foi um fator determinante. Em abril, a MRVCo (MRVE 3) concluiu a venda dos empreendimentos legados Ten Oaks e Rayzor Ranch, localizados no Texas, Estados Unidos, por US139 milhões (aproximadamente R 700 milhões), elevando o total de ativos vendidos no primeiro semestre de 2026 para US231 milhões (R 1,2 bilhão.
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Restam ainda a venda dos empreendimentos Memorial (US109 milhões, R 570 milhões) e Golden Glades (US133 milhões, R 680 milhões), com previsão de conclusão em 2026.
Lançamentos e Expectativas
A empresa reduziu o volume de lançamentos, que atingiram R 2,95 bilhões, uma queda de 14,4% em relação ao ano anterior. No entanto, as unidades produzidas aumentaram 10,6%, totalizando 10.922 unidades. Essa estratégia visa diminuir a diferença entre unidades produzidas e repassadas, que foi de 1.119 unidades no trimestre.
Apesar da redução nos lançamentos, as vendas líquidas subiram 2,3% no trimestre e 8,2% no acumulado do ano, impulsionadas pela administração como principal gatilho para uma geração de caixa mais forte. A expectativa da companhia é de aumento nos lançamentos nos próximos meses, concentrando – os no segundo semestre do ano.
O diretor financeiro da MRVCo, Ricardo Paixão, mencionou que os resultados devem ser impulsionados pelas mudanças nas faixas do programa Minha Casa, Minha Vida, que foram aprovadas em abril, incluindo a Faixa 4, voltada para famílias com renda mensal de até R 12.000, e o reajuste das faixas vigentes do programa habitacional.
A companhia demonstra cautela em relação às mudanças no programa de renegociação de dívidas do governo, Desenrola, que permite o uso do FGTS para quitar dívidas, considerando – a uma preocupação para o setor.
Autor(a):
Redação
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