Mulheres no Brasil recebem 21,3% a menos que homens no mercado de trabalho
Mulheres no Brasil ainda recebem 21,3% a menos que homens! Ministério divulga relatório chocante sobre desigualdade salarial. Saiba mais
O Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com o Ministério das Mulheres, divulgou o 5º Relatório de Transparência Salarial, revelando que mulheres no setor privado brasileiro ainda recebem, em média, 21,3% a menos que seus colegas homens. Essa disparidade, que se manteve praticamente estável desde novembro de 2025, com 21,2%, demonstra uma desigualdade estrutural persistente no mercado de trabalho.
A diferença salarial média é notável: mulheres recebem em torno de R$ 3.900,00, enquanto homens ganham em média R$ 5.000,00.
Desigualdade na Entrada no Mercado de Trabalho
O relatório também aponta para um problema crescente na hora da contratação. Em 2023, mulheres já apresentavam uma diferença de 13,7% em relação aos homens no salário inicial. Essa lacuna aumentou para 14,3% atualmente, indicando que a desigualdade salarial se consolida desde o início da carreira.
Essa situação é preocupante, pois representa um obstáculo significativo para a inserção e o desenvolvimento profissional das mulheres.
Variações Regionais na Desigualdade
A desigualdade salarial não é uniforme em todo o país. O Piauí se destaca como o estado com a maior proximidade entre a remuneração de homens e mulheres, com uma equivalência de 92,1%. Acre, Distrito Federal e Ceará também apresentam resultados positivos, com níveis de equivalência acima de 90%.
Por outro lado, estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná registram as maiores disparidades, com valores próximos de 70%.
Crescimento no Emprego Feminino e Desafios Persistentes
Apesar da desigualdade salarial, o número de mulheres empregadas no Brasil cresceu 11% entre 2025 e 2026, atingindo 8 milhões. Esse aumento foi ainda mais notável entre mulheres negras, com um crescimento de 29%, elevando o número de mulheres negras empregadas para 4,2 milhões.
A proporção de empresas que afirmam promover a igualdade de gênero também aumentou, passando de 38,8% para 48,7%.
O Custo da Desigualdade
Para alcançar a igualdade salarial, seriam necessários R$ 95,5 bilhões adicionais nos rendimentos das mulheres. Esse valor representa o impacto econômico da desigualdade salarial no país, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a igualdade de gênero no mercado de trabalho.
O relatório considera dados de mais de 53 mil empresas, utilizando informações da RAIS e dados complementares fornecidos pelas próprias empresas.
Autor(a):
Redação
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