Natura Busca Recuperação no Mercado Após Mudanças Estratégicas e Novo Investidor

Natura busca novo rumo após reestruturação e apoio do Advent! 🚀 A gigante da beleza enfrenta desafios para recuperar a confiança do mercado. Saiba mais!

30/04/2026 06:06

3 min

Natura Busca Recuperação no Mercado Após Mudanças Estratégicas e Novo Investidor
(Imagem de reprodução da internet).

Natura Busca Reconstruir sua Estratégia no Mercado

A Natura (NATU3) passou um tempo considerável reorganizando suas operações e, finalmente, está buscando demonstrar ao mercado que encontrou um novo caminho. Mudanças significativas no conselho e a possível entrada do fundo de private equity Advent de Participações como acionista representam uma nova fase para a empresa de beleza e bem-estar.

Apesar do bom recebimento da mensagem de transição, ainda falta um elemento crucial para que o mercado volte a investir na tese da empresa.

O principal desafio agora é o aumento das receitas. Desde 2022, quando a Natura iniciou um processo de simplificação de suas operações, o mercado mudou drasticamente. Manter a relevância em um setor em constante evolução, com o surgimento de novas marcas e tecnologias, representa um obstáculo considerável, especialmente após os erros cometidos em aquisições passadas.

Nos últimos 12 meses, as ações da empresa apresentaram um crescimento de 2,31%, enquanto o Ibovespa avançou 39,64%. Em 2026, a Natura subiu 36,51% na bolsa, superando o aumento de 17,01% do Ibovespa.

Avon e a Busca por Renovação

Mesmo após a venda de grande parte de suas operações internacionais, a Natura continua sendo uma gigante no mercado brasileiro. Com 2,64 milhões de consultoras, mais de mil lojas e um faturamento de R$ 22,22 bilhões no ano passado, a empresa mantém uma forte presença na Argentina, México, Chile, Colômbia, Peru e Equador.

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A Natura e a Avon permanecem como as marcas principais, complementadas por iniciativas como a Bluma, plataforma de agendamento de serviços de beleza, e a conta EA Pay, uma conta digital exclusiva para consultoras. A empresa busca se revitalizar, e o relançamento da Avon está focado em atrair um público mais jovem.

Mudanças na Estrutura e Novos Rumos

A empresa pode receber um importante apoio financeiro com a entrada da Advent International, que pretende adquirir entre 8% e 10% das ações do mercado, por um preço médio de R$ 9,75, em até seis meses. Ao atingir essa participação, o fundo poderá indicar membros para o conselho de administração da Natura e participar de comitês consultivos.

A Advent International é uma das maiores gestoras globais de private equity, com investimentos em empresas como Tigre, Nubank e Grupo Big.

A saída dos fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos do conselho de administração para um conselho consultivo, marca uma mudança significativa. Eles serão responsáveis por manter a cultura, os valores e o legado da Natura, enquanto serão substituídos por pessoas próximas a eles, incluindo executivos como Fábio Barbosa.

Essa reorganização societária culminou na absorção da holding mãe Natura &Co pela Natura Cosméticos, e João Paulo Ferreira assumiu o cargo de CEO, após ter sido vice-presidente de operações e logística na Natura Cosméticos desde 2016.

Perspectivas e Desafios

Apesar das mudanças, a Natura enfrenta desafios significativos. A empresa deve apresentar um resultado fraco no primeiro trimestre, com receita e rentabilidade pressionadas. Os custos de rescisão relacionados à reorganização da companhia somam R$ 300 milhões, e as economias geradas pela simplificação ainda não se materializaram.

A expectativa é que o crescimento comece a ganhar força no segundo trimestre deste ano, com receitas praticamente estáveis em reais, e alta de 8,5% sem considerar a variação cambial. A Avon deve cair 19%, ou queda de 12% em moeda constante.

O Futuro da Natura

O mercado espera que a nova liderança consiga entregar crescimento nas receitas. A entrada do fundo Advent pode impulsionar a empresa. No entanto, a transação não elimina os riscos de execução. A Natura continua enfrentando restrições, e o cenário competitivo, com o e-commerce e outras marcas, representa um desafio.

A empresa está entre as que não subiram neste rali recente da bolsa, e ainda vale a pena comprar.

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