Após conquistar dois Globos de Ouro e reacender o debate público, a vitória de “O Agente Secreto” gerou uma nova discussão: a origem dos recursos financeiros utilizados na produção do filme. A premiação serviu como ponto de partida para questionamentos sobre o uso de recursos públicos, incentivos culturais e a Lei Rouanet, tema já presente em discussões anteriores.
Detalhes da Premiação e o Prémio de Melhor Filme
Em 2026, “O Agente Secreto” alcançou um novo marco ao receber o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa, com Wagner Moura conquistando o prêmio de melhor ator em filme de drama. A vitória do filme impulsionou a discussão sobre a Lei Rouanet, que se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.
Orçamento da Produção e o Papel da Lei Rouanet
O orçamento de produção de “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi estimado em cerca de R$ 27 milhões. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o valor total, incluindo a coprodução internacional, atingiu R$ 28 milhões. A análise revelou que a Lei Rouanet não foi utilizada na produção do longa.
O Mecanismo de Incentivo Fiscal: A Lei Rouanet
A Lei Rouanet, oficialmente conhecida como Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), funciona como um mecanismo de incentivo fiscal, e não como um repasse direto de dinheiro público. Pessoas físicas e jurídicas podem destinar parte do Imposto de Renda a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura, seguindo regras específicas.
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA): Uma Alternativa
O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um mecanismo específico para o cinema e audiovisual, operando por meio de editais públicos com critérios técnicos, análise de mérito e acompanhamento da execução dos projetos. Em 2023, “O Agente Secreto” foi selecionado em um edital do FSA, atendendo às exigências do concurso público.
Fiscalização e Comercialização do Filme
Os recursos do FSA são liberados com fiscalização permanente e prestação de contas detalhada, sem liberação irrestrita de verbas. A comercialização do filme também envolveu um custo de R$ 4 milhões, com R$ 750 mil provenientes do FSA e R$ 3 milhões captados pela Lei do Audiovisual, um mecanismo diferente da Rouanet, que permite incentivo fiscal dentro de uma legislação específica para o setor cinematográfico.
