Oi: Apreensão de Bens de Acionistas Estrangeiros em Recuperação Judicial!
Oi: Apreensão de bens de acionistas inclui Pimco, SC Lowy e Ashmore! O Poder Judiciário do Rio de Janeiro determinou a apreensão de ativos de gestoras da Oi. Saiba mais!
A Oi, em sua segunda recuperação judicial, alcançou um marco importante. Após iniciar um processo judicial contra seus antigos controladores, o Poder Judiciário do Rio de Janeiro determinou a apreensão cautelar de bens pertencentes aos acionistas que detiveram a empresa.
A 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro ordenou a apreensão de créditos tanto aqueles mantidos em concorrência com a Oi, quanto os detidos anteriormente pelos antigos acionistas, incluindo a Pacific Investment Management Company (Pimco), a SC Lowy Primary Investments e a Ashmore Investment Advisors.
Objetivo da Apreensão
A apreensão de bens serve como garantia para assegurar o pagamento de dívidas. O juízo do Rio de Janeiro entendeu que a medida é crucial até que seja avaliada a extensão de eventuais prejuízos causados pelas gestoras da Oi. A ação visa proteger os interesses dos demais credores da empresa.
Contexto da Recuperação Judicial
A situação da Oi, que em 2025 já havia enfrentado a possibilidade de falência, envolveu uma complexa dinâmica. A desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, suspendeu a decretação de falência após os bancos apresentarem recursos contra a decisão inicial.
A análise da responsabilidade dos credores na crise da Oi também foi parte desse processo.
Envolvimento dos Acionistas Estrangeiros
A Pacific Investment Management Company (Pimco), a SC Lowy Primary Investments e a Ashmore Investment Advisors detiveram, em um momento, 58% das ações da Oi em troca de uma parte da dívida da empresa. Após assumirem o controle, a Pimco vendeu sua participação acionária em novembro de 2025.
A Pimco, junto com as outras gestoras, contratou a consultoria Íntegra, que já havia trabalhado com elas em outros casos, e estabeleceu um bônus para a diretoria e o conselho em caso de sucesso no pagamento das dívidas.
Próximos Passos e Desafios
A venda do ativo V.tal., em leilão previsto para março de 2026, representa um passo importante na reestruturação da Oi. A situação ainda envolve questionamentos da Justiça sobre os termos da venda e a responsabilidade dos credores na crise da empresa.
A Oi busca, por meio dessas medidas, garantir a saúde financeira da companhia e o cumprimento de suas obrigações.
Autor(a):
Redação
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