Oi enfrenta turbulência: leilão reverso busca R$140 milhões para evitar falência!

Oi enfrenta turbulência na recuperação judicial! Leilão reverso de R$140 milhões busca reduzir dívidas e aliviar o caixa. Saiba mais.

25/02/2026 10:39

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(Imagem de reprodução da internet).

A Oi (OIBR3) está tentando, com dificuldades, controlar a recuperação judicial e, até agora, não conseguiu honrar os pagamentos de despesas extraconcursais, que não entram na proteção da recuperação judicial. A empresa obteve uma autorização judicial para realizar uma segunda rodada de leilão reverso de dívidas vencidas até janeiro deste ano, buscando antecipar pagamentos aos credores que aceitarem descontos significativos sobre o valor original devido.

O objetivo é reduzir o passivo imediato e diminuir a pressão sobre o caixa da companhia.

Detalhes do Leilão Reverso

O leilão reverso prevê a divisão de R$ 140 milhões entre os credores vencedores, com base no tamanho do crédito de cada um. Credores com valores de até R$ 1 milhão receberão R$ 12.022.296,12, enquanto aqueles com créditos acima desse patamar ficarão com R$ 127.977.703,88.

Cada credor ou grupo econômico vencedor poderá receber, no máximo, R$ 40 milhões.

Condições do Leilão

Para participar do leilão, os credores devem apresentar propostas de desconto mínimo, com a quitação do saldo remanescente, por meio de formulário a ser enviado diretamente à Gestão Judicial. O desconto mínimo exigido para créditos de até R$ 1 milhão é de 40%, enquanto para créditos acima desse valor, o abatimento mínimo é de 70%.

Histórico da Recuperação Judicial da Oi

A Oi já enfrentou dificuldades significativas na recuperação judicial, especialmente devido à incapacidade de pagar as despesas extraconcursais, consideradas essenciais para manter a operação. Em outubro passado, a empresa solicitou a suspensão temporária do pagamento dessas despesas, que somavam cerca de R$ 1,5 bilhão, alegando dificuldades financeiras.

A juíza que avaliou o caso considerou que a solicitação indicava a incapacidade da Oi de se manter em pé, e tomou uma medida inédita, destituindo o conselho da empresa.

Reversão da Falência

A falência da Oi foi decretada, mas a decisão foi revertida poucos dias depois, após recurso apresentado por Itaú e Bradesco, dois dos principais credores. Os bancos argumentaram que a falência não seria a alternativa mais vantajosa para os credores e clientes, e que a recuperação judicial deveria ser mantida, pois a falência poderia acarretar prejuízos potencialmente mais graves.

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