Oi Vende Ativo Principal em Negócio Crucial para Credores
A Oi (OIBR3), que está em processo de recuperação judicial, conseguiu uma importante autorização judicial. A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deu luz à venda da participação da empresa em seu principal ativo, a V.tal, uma empresa de infraestrutura digital e fibra óptica.
A notícia foi divulgada pela própria Oi em um fato relevante ontem, 1º de maio de 2026.
O negócio envolve a venda da totalidade da participação da Oi e de sua subsidiária na V.tal por um valor de R$ 4,5 bilhões. Esse ativo havia sido utilizado como garantia aos credores da empresa, conforme o plano de recuperação judicial apresentado em 2024.
A decisão judicial impõe uma restrição importante aos compradores: eles não poderão realizar um possível IPO (Oferta Pública Inicial) da V.tal por um período de dois anos.
A proposta de compra é vinculante, o que significa que, caso seja retirada, a Oi estará sujeita a uma multa de 50% do valor total da transação. Os recursos obtidos com a venda serão utilizados para quitar as dívidas mais prioritárias da Oi, especificamente as notas seniores e subordinadas, que são títulos de dívida emitidos pela empresa e possuem diferentes níveis de prioridade em relação ao pagamento.
Além da venda da participação na V.tal, a Oi também planeja vender cerca de 7.500 imóveis, com um valor estimado em aproximadamente R$ 5 bilhões. Essa medida visa reduzir os compromissos financeiros da empresa e diminuir os custos associados à manutenção desses ativos.
A Oi tem enfrentado dificuldades financeiras significativas, o que a levou a entrar em recuperação judicial.
Inicialmente, o preço mínimo para a venda da V.tal era de R$ 12,3 bilhões, mas a oferta recebida ficou abaixo desse valor. A decisão de prosseguir com a venda foi tomada após a rejeição da proposta pelos credores e pelo Ministério Público do estado do Rio de Janeiro.
No entanto, o administrador judicial, o observador judicial (Watchdog), o gestor e o comitê dos credores trabalhistas aprovaram a transação.
É importante ressaltar que, devido a uma ordem judicial relacionada à recuperação da Oi, a empresa tem sido temporariamente impedida de realizar pagamentos não essenciais, incluindo parte de suas dívidas, até 20 de abril de 2026. Essa restrição visa garantir a estabilidade financeira da empresa durante o processo de recuperação judicial.
