Crise na Oi: Antigos Controladores Entram no Foco da Justiça
A Oi (OIBR3) intensificou sua batalha contra fundos de investimento estrangeiros, incluindo a Pacific Investment Management Company (Pimco), a Lowy Primary Investments e a Ashmore Investment Advisors. A operadora entrou com uma ação judicial, buscando responsabilizar os ex-acionistas controladores por suposto abuso de poder e influência durante o processo de recuperação judicial.
A Oi alega que os fundos exerceram controle de maneira prejudicial, priorizando seus próprios interesses financeiros em detrimento do interesse social e dos demais credores da empresa.
O valor da causa, considerado “simbólico” em R$ 100 mil, reflete a estratégia da Oi de iniciar um processo judicial para pressionar os fundos a reconsiderarem suas ações e a assumirem responsabilidades financeiras. A operadora busca uma liminar com medidas cautelares, incluindo o confisco de créditos e a suspensão de direitos políticos e deliberativos dos fundos.
Histórico da Oi e os Ex-Controladores
A situação da Oi está intrinsecamente ligada à ascensão dos fundos de investimento como acionistas de referência em 2024, após a conversão de dívidas em participação acionária como parte da reestruturação da companhia. Ao longo de 2025, os fundos gradualmente reduziram suas posições no capital da Oi.
A Pimco, por exemplo, desfez-se integralmente de sua fatia em novembro do ano passado. A Oi também enfrentou a declaração de falência pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em 2025, mas a decisão foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, após recurso apresentado por bancos credores.
Investigação e Controvérsias
A investigação judicial se concentra na análise da gestão da Pimco, buscando evidências de má administração e abuso de poder de controle. A gestora alega que seu papel era apenas de gestão, sem exercer controle direto sobre a companhia, após a capitalização de créditos.
Outra questão em debate é a venda da participação da Oi na V.tal., que deve ocorrer em leilão em março, gerando questionamentos na Justiça, incluindo a atuação da Pimco. A venda do ativo é vista como um passo crucial na reestruturação da Oi.
