Oito distribuidoras terão contas de luz mais caras: veja os reajustes da Aneel!

Oito distribuidoras terão contas de luz mais caras! Saiba quais empresas e o percentual de aumento que a Aneel oficializou para 2026. Clique e confira!

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(Imagem de reprodução da internet).

Aumento nas Contas de Luz: Oito Distribuidoras Serão Afetadas por Reajustes Significativos

Consumidores de oito distribuidoras de energia elétrica enfrentarão contas de luz mais caras a partir desta semana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) oficializou na quarta-feira, dia 22, reajustes que variam entre 5% e 15% para o setor.

Inicialmente, os aumentos poderiam ser ainda mais expressivos.

Segundo os cálculos preliminares do regulador, as tarifas subiriam mais. Contudo, parte desse aumento foi mitigada por ações extraordinárias, como o uso de recursos do Uso do Bem Público (UBP) e pedidos de diferimento feitos pelas próprias distribuidoras, o que funciona como um adiamento de custos para ciclos tarifários futuros.

Impactos Específicos por Distribuidora

Entre as empresas do grupo Energisa, os reajustes aprovados foram distintos. A EMS, que atende Mato Grosso do Sul, terá um aumento de 12,11%. A EMT, em Mato Grosso, e a ESE, em Sergipe, registrarão reajustes de 6,86% cada.

Outras Grandes Distribuidoras com Aumentos Variados

No caso da Neoenergia, a Coelba, na Bahia, terá uma alta média de 5,85%. A Cosern, no Rio Grande do Norte, verá um aumento de 5,40%. Já a Enel Distribuição Ceará aplicará um reajuste médio de 5,78%.

CPFL Energia Lidera os Aumentos Mais Robustos

A CPFL Energia apresentará aumentos mais acentuados. A CPFL Paulista, que cobre o interior de São Paulo, terá um reajuste de 12,13%. Além disso, a CPFL Santa Cruz, com atuação em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, registrará um aumento de 15,12%.

Motivos por Trás do Aumento Tarifário

Os reajustes seguem as diretrizes dos contratos de concessão e refletem uma combinação de fatores complexos. Um deles é o aumento de encargos setoriais, que são destinados a financiar políticas públicas no setor elétrico.

Outro ponto relevante é a retirada de componentes financeiros que, em anos anteriores, ajudaram a segurar as tarifas, mas que não se repetirão neste período. Apesar disso, alguns índices ficaram menores que o esperado devido aos chamados “redutores”.

Mecanismos de Redução e Adiamento de Custos

Um desses mecanismos foi a antecipação de recursos do UBP, um tipo de royalty pago por hidrelétricas e destinado à modicidade tarifária, especialmente em regiões como Sudam e Sudene. Outro fator foi o diferimento, que postergou parte dos custos que seriam considerados no reajuste de 2026 para um momento posterior.

O maior volume aprovado foi o da CPFL Paulista, totalizando R$ 812 milhões. Por sua vez, a maior antecipação de UBP ocorreu na Coelba, somando R$ 991 milhões.

Perspectivas e Pressão Estrutural no Setor Elétrico

Por trás desses reajustes, existe uma preocupação crescente com o custo estrutural da energia. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia o setor — desde a geração solar distribuída até incentivos renováveis — já ultrapassa R$ 50 bilhões no orçamento de 2026.

Este tema chegou a mobilizar o governo, e o Ministério de Minas e Energia estudou medidas para amenizar os aumentos neste ano. No entanto, a proposta de uma medida provisória acabou sendo arquivada devido a resistências internas na equipe econômica.

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