Oncoclínicas: Ações em Queda Livre e a Incrível Reviravolta que Pode Mudar Tudo!

ONCO3: Ação em NÍVEL DE ALERTA! Queda DRAMÁTICA e Volatilidade EXTREMA! Investidores em pânico? Descubra o que está por trás da ação que mais caí em 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

Volatilidade e Incertezas Circundam a Oncoclínicas

A trajetória da Oncoclínicas na bolsa tem sido marcada por uma instabilidade notável. Desde o seu IPO em 2021, as ações ONCO3 sofreram uma queda drástica, perdendo mais de 90% do valor inicial. Quase quatro anos e meio após sua estreia na R$ 19,75, os papéis atuais não chegam nem a R$ 2.

Essa situação já afastaria investidores mais cautelosos, mas nos últimos dias, o papel voltou a atrair atenção, impulsionado por uma volatilidade incomum. Em um pregão, as ações dispararam quase 60%, apenas para recuar cerca de 20% no seguinte.

Acompanhando essa oscilação, o preço das ações caía 2,55% em determinado momento, negociadas a R$ 1,91. No ano, a perda acumulada já ultrapassa os 30%.

Análise do JP Morgan

O JP Morgan, em sua análise, mantém o diagnóstico de que as ações ONCO3 ainda não atingiram o “fundo do poço”, mas prevê espaço para novas quedas no preço das ações. O banco destaca que a recente operação com Porto e Fleury não muda fundamentalmente a situação da empresa.

Parceria Estratégica em Evidência

Nos últimos dias, a principal narrativa em torno da Oncoclínicas girou em torno de uma potencial parceria com a Porto (PSSA3) e o Fleury (FLRY3). A ideia é reorganizar o negócio, atrair capital novo e simplificar a estrutura de balanço, que atualmente enfrenta pressões.

O plano central envolve a criação de uma nova empresa, a chamada “NewCo”, que concentraria as clínicas de oncologia do grupo.

A Oncoclínicas entraria com seus ativos, enquanto Porto e Fleury aportariam pelo menos R$ 500 milhões em capital. A estrutura também prevê a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações. A lógica parece clara: isolar o “coração” do negócio, atrair sócios estratégicos e destravar valor.

Estrutura da Nova Empresa

A NewCo, a empresa que concentraria as clínicas de oncologia, seria financiada com aportes de R$ 500 milhões de Porto e Fleury, além da emissão de debêntures conversíveis. A ideia é isolar o negócio, atrair parceiros estratégicos e destravar valor.

Riscos e Oportunidades na Transação

Apesar das oportunidades, há preocupações. O JP Morgan destaca que a separação do negócio e a criação da NewCo podem alterar a natureza da ação ONCO3, transformando-a em uma participação indireta na operação de clínicas com um “residual” de ativos e passivos.

A empresa listada poderia ter até R$ 2,5 bilhões em dívidas da Oncoclínicas transferidas para a nova estrutura.

O JP Morgan avalia que o valuation da operação depende principalmente do Ebitda da NewCo e da alocação final das dívidas. As estimativas do banco apontam para um Ebitda de cerca de R$ 891 milhões para a NewCo, com múltiplos de valor de firma entre 4 e 8 vezes.

A nova estrutura poderia ter cerca de R$ 2 bilhões de dívida líquida e 70% de participação econômica para a Oncoclínicas.

Cenários e Previsões

O JP Morgan prevê um intervalo amplo de valor para a Oncoclínicas após a transação, entre R$ 692 milhões e R$ 3,2 bilhões. Mesmo no cenário mais otimista, o banco ainda prevê que o preço atual pode não incorporar totalmente os riscos.

Além disso, o JP Morgan revela que um acionista minoritário relevante, o fundo norte-americano MAK Capital Fund, manifestou interesse na Oncoclínicas, exigindo a destituição do atual conselho de administração e a eleição de uma nova liderança.

Essa proposta reforça a necessidade de capital de curto prazo da Oncoclínicas e o interesse contínuo em seus ativos e exposição ao mercado de oncologia.

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