Oncoclínicas Busca Novas Parcerias com Proposta de Reestruturação e Mudança no Conselho
A Oncoclínicas (ONCO3) está em um momento de reestruturação, buscando alternativas para lidar com pressões financeiras de curto prazo. Uma nova jogada surge com a MAK Capital Fund LP, que demonstra interesse em injetar R$ 500 milhões na empresa, mas com uma condição inusitada: a destituição integral do atual conselho de administração.
A movimentação ocorre em um cenário de negociação com a Porto e Fleury para a criação de uma nova empresa, NewCo, que receberia os ativos e operações das clínicas oncológicas da Oncoclínicas, incluindo um endividamento de até R$ 2,5 bilhões.
MAK Capital e a Busca por Governança Mais Estável
A MAK Capital, que já detém cerca de 6,3% do capital da Oncoclínicas, argumenta que uma mudança no conselho é fundamental para destravar valor e trazer mais previsibilidade ao processo de reestruturação. A gestora, fundada em Nova York e representada no Brasil pela BTG Pactual, busca uma solução imediata para a crise de caixa da empresa, mas também demonstra preocupação com a governança da companhia.
A MAK Capital pretende que a nova estrutura acionária traga mais segurança e clareza para os investidores.
Negociação com Porto e Fleury e a Nova Estrutura
Enquanto a MAK Capital busca uma solução para a Oncoclínicas, a empresa está envolvida em negociações com a Porto e Fleury para a criação da NewCo. O plano prevê a transferência dos ativos das clínicas oncológicas para a nova empresa, além da emissão de debêntures conversíveis no valor de R$ 500 milhões.
A expectativa é que a NewCo detenha o controle da estrutura, com a Porto e Fleury aportando capital e assumindo a gestão das operações.
Disputa pelo Controle da Oncoclínicas
A proposta da MAK Capital pode parecer uma tentativa de competir com o acordo em negociação com a Porto e Fleury, mas a gestora afirma que a intenção é complementar o negócio. A MAK Capital acredita que a Oncoclínicas precisa de uma solução imediata para a crise de caixa, enquanto uma solução estrutural mais ampla é construída.
A principal divergência, ao que tudo indica, está na governança, com a gestora defendendo a necessidade de uma mudança no conselho para garantir a estabilidade e o valor da companhia.
