Oncoclínicas (ONCO3) em crise: Saída do presidente e propostas de socorro em 2026!

Oncoclínicas (ONCO3) em crise: renúncia do presidente e caixa em risco! Saiba como a AGE de 30/04/2026 pode salvar o atendimento oncológico.

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(Imagem de reprodução da internet).

Oncoclínicas (ONCO3) Enfrenta Crise Após Mudança no Conselho de Administração

A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou um vácuo em seu conselho de administração. O presidente, Marcelo Gasparino da Silva, solicitou sua renúncia, o que implica a saída de todos os demais membros, visto que a eleição ocorreu por sistema de voto múltiplo.

A companhia informou que a eleição dos novos conselheiros será decidida em assembleia geral extraordinária, marcada para o dia 30 de abril de 2026. Este anúncio ocorre em um momento extremamente delicado para a instituição.

Dificuldades Financeiras e Impacto nos Pacientes

Segundo relatos, a Oncoclínicas enfrenta sérias dificuldades financeiras, com caixa projetado para durar apenas mais quinze dias. Essa escassez de recursos já forçou o adiamento de tratamentos essenciais para pacientes.

A situação tem gerado um impacto direto no atendimento oncológico, forçando a rede a reorganizar o cuidado dos pacientes mais graves e urgentes, que estão sendo realocados para hospitais parceiros.

Propostas de Socorro para a Companhia

O jornal Valor Econômico reportou que a Oncoclínicas recebeu três propostas de auxílio financeiro, visando garantir a compra contínua de medicamentos vitais para os tratamentos oncológicos.

Duas dessas propostas, em particular, estavam condicionadas à renúncia do conselho atual, o que adiciona complexidade à resolução da crise.

Ofertas de Investimento e Reestruturação

A Mak Capital, fundo de hedge com participação de 6,3% na empresa, propôs um empréstimo entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões. O objetivo principal seria manter o suprimento de medicamentos.

Como garantia, o fundo pleiteia os recebíveis de operadoras de planos de saúde, cujos pagamentos foram atrasados em relação ao pedido de antecipação feito pela Oncoclínicas.

Participação de Outros Acionistas e Gestoras

A Latache, acionista detentora de 14,62% das ações, já havia eleito cinco dos sete membros do conselho. A Mak também exigiu a convocação de uma AGE para discutir a governança da Oncoclínicas.

A Starboard, gestora especializada em empresas em crise, apresentou uma oferta de aumento de capital de R$ 1 bilhão, com conversão de dívida em ações. Esse valor poderia ser maior dependendo da adesão de outros acionistas.

Apoio de Grandes Corporações e Novos Desenhos de Negócio

Em um movimento de apoio, a Porto Seguro (PSSA3) ofereceu agilizar o pagamento dos atendimentos oncológicos de seus usuários, que normalmente ocorre em 90 dias. A seguradora também pode injetar até R$ 1 bilhão em capital novo.

Outro participante relevante foi o Fleury (FLRY3), que manifestou interesse em atuar como potencial co-investidor. O desenho de negócio em discussão envolve a criação de uma nova empresa (NewCo) para receber os ativos e operações das clínicas oncológicas.

O Cenário Crítico da Oncoclínicas

A instabilidade financeira está afetando profundamente a rotina da rede de tratamento contra o câncer. A falta de caixa levou ao adiamento de procedimentos, com cerca de 3 mil atendimentos suspensos em apenas uma semana, segundo o Valor.

A empresa já passou por dois aumentos de capital nos anos de 2023 e 2024, buscando reduzir seu nível de endividamento. A última injeção de capital, que trouxe o Banco Master como grande acionista, foi um evento de dupla face para a companhia.

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