Otto Lobo sob investigação na CVM: MP questiona decisões favoráveis ao Banco Master
Controvérsia na CVM: MP questiona nomeação de Otto Lobo, indicado por Lula. Ministério Público aponta favorecimento ao Banco Master. Urgente alerta do TCU
A controvérsia envolvendo a escolha de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem se intensificado, envolvendo agora o indicado pelo presidente Lula. O Ministério Público (MP) apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU), questionando as ações do indicado.
Segundo o subprocurador-geral do TCU, Lucas Furtado, Lobo teria tomado decisões favoráveis ao Banco Master.
Detalhes da Representação do MP
O documento do órgão aponta que, para encerrar processos sem julgamento de mérito, os investigados propuseram um termo de compromisso à CVM. A tramitação do caso, com o diretor Otto Lobo solicitando vista do processo, resultou em meses de atraso.
O subprocurador-geral do TCU ressaltou que, idealmente, uma medida cautelar deveria impedir a sabatina, mas, por questões de competência, propõe um alerta urgente, solicitando que a emissão ocorra com a máxima prioridade.
Resposta da CVM e Contexto da Nomeação
A CVM informou à Reuters que, considerando que a nomeação de Lobo depende da aprovação do Senado, não está na esfera de competência da autarquia comentar o assunto. Lobo foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou em julho do ano passado.
Na época, Lobo, como diretor mais antigo da autarquia, foi indicado interinamente devido à inércia institucional.
Impacto no Mercado Financeiro
A nomeação de Lobo gerou desconforto no mercado financeiro. A pressa em publicar as nomeações em uma edição extraordinária do Diário Oficial, após meses de vacância, também causou apreensão. O Instituto Empresa, que representa interesses de acionistas minoritários, criticou os critérios, considerando-os mais alinhados à lógica política do que à avaliação técnica e de mercado.
Tensão Política e Resistências no Senado
Uma fonte do mercado informou ao Seu Dinheiro que a nomeação para a CVM se tornou palco de uma “guerra fria” entre grupos políticos. O Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad, e a Casa Civil de Rui Costa teriam vetado nomes técnicos sugeridos pela Fazenda, gerando uma paralisia.
Essa situação foi quebrada por uma intervenção política direta, conforme reportagem do Valor Econômico.
Autor(a):
Redação
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