Ouro e Prata Disparam: Investimento em Metais Preciosos em 2026!

Ouro, prata e metais como platina sobem aos recordes em 2026! Investidores atentos à alta de ouro e prata, além de platina, paládio, ródio e cobre. Alocação de 5-10% em portfólios brasileiros

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(Imagem de reprodução da internet).

Ouro, Prata e o Crescimento das Commodities em 2026

Enquanto o ouro subiu 66% em 2025, a prata disparou 150% no mesmo período. Ambas as commodities mantiveram níveis recordes em 2026, mas não são as únicas a apresentar forte ascensão de preços. Metais mais “diferenciados”, como platina, paládio, ródio e até o cobre, também alcançaram máximas históricas.

A alta generalizada das commodities metálicas indica algo mais profundo do que uma simples fuga temporária para ativos mais seguros, atraindo o olhar dos investidores. Fortaleceu a demanda por metais preciosos no início do ano, mas não criou essa demanda.

O ouro e a prata já estavam em ascensão antes que as tensões geopolíticas ressurgissem, impulsionadas por preocupações sobre disciplina fiscal, credibilidade monetária e institucional norte-americana – fatores que alimentaram o apetite dos bancos centrais ao redor do mundo por ativos diferentes do dólar.

O aumento dos yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo durante períodos de risco também se tornou um sinal recorrente de que o que está em jogo é confiança, não crescimento. O investimento em ouro e prata já é bastante acessível para a pessoa física, com fundos em plataformas digitais e ETFs (fundos de índice com cotas negociadas em bolsa) negociados na B3.

O Tripé dos Investimentos em Metais Preciosos

O investimento em metais preciosos é formado por ouro, prata e platina – a extração desses materiais move uma indústria colossal. A mineração global entrega, em média, 3.531 toneladas de ouro por ano.

1. O Grande Protagonista: O ouro é considerado um ativo de segurança por excelência, além de ser a base da joalheria de luxo. Estima-se que mais de 216 mil toneladas tenham sido extraídas em toda a história.

2. O Híbrido Perfeito: Menos rara do que o ouro, a prata brilha pela sua dualidade: é um ativo financeiro, mas também um componente industrial indispensável, especialmente em tecnologias sustentáveis.

3. A Resistência em Forma de Metal: Capaz de resistir a altas concentrações de hidrogênio, a platina é fundamental em catalisadores automotivos e em eletrônicos.

Estratégias de Alocação e Investimento

A recomendação média entre especialistas consultados pelo Seu Dinheiro é alocar entre 5% e 10% do patrimônio total em metais preciosos em carteiras brasileiras. Investidores mais conservadores costumam reduzir essa exposição para algo entre 2% e 5%.

Já perfis mais agressivos, como Ray Dalio, podem ter uma alocação maior.

É importante frisar que essas orientações se referem, em sua maior parte, ao ouro. Para metais mais voláteis e com maior risco, a parcela dedicada deve ser bem menor e ficar dentro do limite total recomendado para metais preciosos.

Considerações Finais

O investimento em metais preciosos é mais adequado para quem pensa no longo prazo. O ouro e a prata são ativos voltados para proteger patrimônio em crises futuras, e não para quem busca ganhos imediatos. Eles podem ser usados como proteção contra riscos extremos – como guerras ou hiperinflação –, como forma de diversificação em dólar e como abrigo em horizontes de décadas.

Já metais como platina, paládio e ródio funcionam de uma maneira mais específica.

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