Ouro, Prata e o Crescimento das Commodities em 2026
Enquanto o ouro atingiu um aumento de 66% em 2025, um avanço notável em 46 anos, a prata disparou 150% no mesmo período. Ambas as commodities mantiveram seus níveis recordes em 2026, mas não foram as únicas a apresentar um forte aumento nos preços.
Metais mais distintos, como platina, paládio, ródio e até o cobre, também alcançaram máximas históricas.
A alta generalizada das commodities metálicas indica algo mais profundo do que apenas uma fuga temporária para ativos mais seguros, atraindo o olhar dos investidores. Fortaleceu a demanda por metais preciosos no início do ano, mas não a criou. O ouro e a prata já estavam em ascensão antes que as tensões geopolíticas ressurgissem, impulsionadas por preocupações sobre disciplina fiscal, credibilidade monetária e institucional norte-americana – fatores que alimentaram o apetite dos bancos centrais ao redor do mundo por ativos diferentes do dólar.
O aumento dos yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo durante períodos de risco também se tornou um sinal recorrente de que o que está em jogo é confiança, não crescimento.
Acessibilidade e Novas Opções
O investimento em ouro e prata já é bastante acessível para a pessoa física, com fundos em plataformas digitais e ETFs (fundos de índice com cotas negociadas em bolsa) negociados na B3. Mas a entrada no universo de metais alternativos, como os já mencionados platina, paládio, ródio e cobre, já não é tão óbvia: requer a abertura de uma conta de investimentos no exterior, uma dose de sangue frio e um olhar atento às características específicas de cada ativo.
O Tripé dos Investimentos em Metais
O “tripé” dos investimentos em metais preciosos é formado por ouro, prata e platina – a extração desses materiais move uma indústria colossal. Para se ter ideia da escala, a mineração global entrega, em média, 3.531 toneladas de ouro por ano.
1. O Grande Protagonista: O ouro é considerado um ativo de segurança por excelência, além de ser a base da joalheria de luxo.
2. Prata: A prata também se destaca por seu uso em diversas aplicações, desde joias até eletrônicos.
3. Platina, Paládio e Ródio: Esses metais são cruciais em setores industriais, como automotivo e eletrônico, e sua demanda é impulsionada pela inovação tecnológica.
Estratégias de Alocação e Considerações
A recomendação média entre especialistas consultados pelo Seu Dinheiro é alocar entre 5% e 10% do patrimônio total em metais preciosos em carteiras brasileiras. Investidores mais conservadores costumam reduzir essa exposição para algo entre 2% e 5%.
Já perfis mais agressivos, como Ray Dalio, podem ter uma alocação maior.
É importante frisar que essas orientações se referem, em sua maior parte, ao ouro. Para metais mais voláteis e com maior risco, a parcela dedicada deve ser bem menor e ficar dentro do limite total recomendado para metais preciosos.
Conclusão
O investimento em metais preciosos é mais adequado para quem pensa no longo prazo. O ouro e a prata são ativos voltados para proteger patrimônio em crises futuras, e não para quem busca ganhos imediatos. Eles podem ser usados como proteção contra riscos extremos – como guerras ou hiperinflação –, como forma de diversificação em dólar e como abrigo em horizontes de décadas.
Já metais como platina, paládio e ródio funcionam de uma maneira mais específica.
