Painel MERGE São Paulo 2026: Segurança, Escala e o Futuro dos Investimentos Institucionais!

Painel MERGE SP 2026: Segurança e Escala Atraem Investidores Institucionais! Executivos da B3 e PREVIC discutem estratégias para o mercado de investimentos. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Painel MERGE São Paulo 2026: Escala, Segurança e o Papel do Institucional

O painel sobre aplicações institucionais no MERGE São Paulo 2026 focou em três pilares principais: a busca por escala, a garantia de segurança e o cumprimento das regulamentações. Executivos do setor enfatizaram que, apesar dos avanços tecnológicos, o sucesso desses produtos de investimento depende de fundamentos tradicionais do mercado.

A segurança e a transparência são pontos cruciais para atrair e reter investidores institucionais.

Daniel Maeda, superintendente jurídico da B3, ressaltou que os produtos listados já oferecem diferenciais importantes para esse tipo de investidor. Ele enfatizou a importância da transparência, da liquidez e, principalmente, da segurança, permitindo que os investidores entrem e saiam do mercado com facilidade, operando em um ambiente regulamentado.

Maeda também argumentou que a regulação não deve ser vista como um obstáculo, mas sim como um elemento essencial. Ele explicou que para o investidor institucional, a regulação define claramente o que pode ou não ser feito, oferecendo uma base sólida para suas decisões de investimento.

A visão de Maeda sugere uma mudança na forma como o mercado enxerga a inovação, focando em como novas soluções podem ser integradas ao ecossistema regulamentado, em vez de desafiá-lo diretamente.

Fundos de Pensão: Cautela e o Cenário Macroeconômico

Alcinei CR, diretor de normas da PREVIC, destacou a postura cautelosa dos fundos de pensão, apesar do volume significativo de R$ 1,3 trilhão, representando cerca de 11% do PIB. Ele reconheceu o grande potencial do setor, mas ressaltou a necessidade de mudanças no cenário macroeconômico para impulsionar o movimento.

CR explicou que o comportamento dos fundos de pensão é inerentemente diferente do de outros investidores, comparando-os a um “transatlântico” em vez de uma “moto”, devido à natureza das mudanças, que são grandes e mais lentas.

Ele também mencionou os recentes impactos negativos da politização do setor, que resultaram em um comportamento mais tímido por parte dos fundos de pensão.

Liquidez, ETFs e o Futuro do Investimento Institucional

Ricardo Schneider, partner da DEX ETFs, enfatizou que a liquidez continua sendo um fator determinante para o investidor institucional. Ele destacou a necessidade de instrumentos que permitam acesso rápido e eficiente a diferentes ativos.

Schneider apresentou os ETFs como um exemplo de produto que se alinha perfeitamente com essa demanda, ressaltando as regras claras, a transparência de preços e a segurança que eles oferecem. Ele também apontou que os ETFs já possuem relevância global e tendem a ganhar mais tração no Brasil, especialmente entre os fundos de pensão e grandes alocadores.

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