Pão de Açúcar Cai no Ibovespa: Dívidas e Incertezas Assustam Mercado
Pão de Açúcar despenca no Ibovespa após mudanças na diretoria e dívidas elevadas. Ações caem 3,52% com incertezas e risco financeiro.
Queda no Ibovespa: Pão de Açúcar Sofre com Mudanças na Diretoria e Dívidas
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) apresentou uma das maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (9), com uma desvalorização de 3,52% na reta final do pregão. Essa queda ocorre em um momento de instabilidade, marcado pela renúncia de Sirotsky Russowsky aos cargos de vice-presidente executivo financeiro e diretor de relações com investidores.
A nomeação de Alexandre de Jesus Santoro como CFO interino e Rodrigo Manso para a diretoria de relações com investidores contribuem para a incerteza no mercado.
Mudanças na Diretoria
Sirotsky Russowsky, que ocupava a posição desde 2012 e atuou em diversas operações do grupo, incluindo GPA, Éxito, FIC e Stix, renunciou após uma série de disputas fiscais com a Receita Federal. A nomeação de Santoro, que assumiu a função oficialmente na segunda-feira (5), e Manso para a diretoria de relações com investidores, geram preocupação no mercado devido à falta de experiência de Santoro na empresa.
Disputas Fiscais
A principal causa da queda das ações do Pão de Açúcar está relacionada a uma disputa fiscal com a Receita Federal, que aplicou uma multa de R$ 2,6 bilhões em 2025, referente à dedução fiscal de ágio em aquisições. Essa multa pode aumentar significativamente a dívida da empresa, além de representar metade do provisionamento de contingências fiscais registrados.
Apoio da Casino
A multinacional francesa Casino, antiga controladora do Grupo Pão de Açúcar, atuava como fiador para o GPA nas disputas com a Receita Federal, oferecendo garantias para evitar perdas. Com a saída da Casino, o GPA precisa encontrar um novo fiador, o que aumenta o risco financeiro da empresa.
Dívidas do Grupo
A situação financeira do Pão de Açúcar é agravada por dívidas que atingem R$ 2,7 bilhões, conforme a última divulgação de resultados da companhia. Gestores consideram essas dívidas “impagáveis”, o que intensifica a pressão sobre a empresa e seus acionistas.
Desafio para o Novo CFO
Para que a ação do Pão de Açúcar se torne viável, seria necessário um reestruturação da dívida, com uma conversão de quase R$ 3 bilhões. No entanto, o valor atual da ação está bem abaixo desse patamar, o que representa um grande desafio para Alexandre de Jesus Santoro, que assume a função de CFO com pouca experiência na empresa.
Autor(a):
Redação
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