Pão de Açúcar em Crise: Deloitte Alerta para Incertidões e Dívidas Gigantes!

GPA em crise! Deloitte aponta incertezas e dívida de R$ 1,7 bilhão. A gigante do varejo enfrenta desafios financeiros e busca soluções com credores. Saiba mais!

25/02/2026 8:52

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(Imagem de reprodução da internet).

Grupo Pão de Açúcar Enfrenta Incertidões Financeiras

A situação do Grupo Pão de Açúcar (GPA) continua sob escrutínio, com a consultoria Deloitte apontando para “incerteza relevante” sobre a continuidade das operações da empresa. A preocupação se intensifica diante de um déficit de capital circulante líquido de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no último trimestre de 2025, impulsionado por dívidas significativas com vencimento em 2026, no valor de R$ 1,7 bilhão.

A empresa, que encerrou o ano com um prejuízo líquido de R$ 572 milhões, está buscando soluções. O GPA anunciou um plano que inclui negociações com credores para alongar prazos de pagamento, tentativas de reduzir o custo da dívida e cortes de despesas.

A empresa também pretende transformar créditos tributários em dinheiro.

Alerta da Consultoria

No entanto, a Deloitte ressalta que, até o momento, não há acordos formalizados para renegociar a dívida nem contratos fechados para vender os créditos fiscais. Além disso, algumas das iniciativas dependem de terceiros, o que limita o controle direto da empresa sobre a execução do plano.

Resultados do Quarto Trimestre de 2025

Entre outubro e dezembro de 2025, o Pão de Açúcar reduziu seu prejuízo líquido em quase 50%, para R$ 572 milhões. Essa melhora não se deveu a um aumento nas vendas, mas sim a um efeito contábil positivo na linha de imposto de renda, decorrente do reconhecimento de um ativo fiscal diferido relacionado à venda da participação na Financeira Itaú CBD.

Desconsiderando os negócios já encerrados, o prejuízo líquido no trimestre foi de R$ 523 milhões, 29% menor do que o registrado no mesmo período de 2024. A receita líquida no período também diminuiu 2%, para R$ 5,1 bilhões. Apesar disso, o consolidado de 2025 apresentou uma leve expansão na receita, com alta de 1,7%, atingindo R$ 19,1 bilhões.

Desempenho do Ebitda Ajustado

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado no trimestre foi de R$ 510 milhões, um crescimento de 2,5%, com margem de 10%, um avanço de 0,4 ponto porcentual (p.p.). No ano como um todo, o Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 1,7 bilhão, um crescimento de 5,2%, com margem de 9,2%.

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