Pão de Açúcar em Crise: Dívidas de R$ 1,7 Bilhão e Risco de Colapso Financeiro!

Pão de Açúcar em crise? Dívidas de R$ 1,7 bilhão ameaçam o futuro da varejista. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Dívidas e Incertidões no Pão de Açúcar

A situação do Pão de Açúcar (PCAR3) tem gerado preocupação no mercado financeiro. A empresa enfrenta um cenário complexo, marcado por um alto nível de endividamento e incertezas sobre sua capacidade de honrar compromissos futuros. Dados recentes revelam que a varejista possui R$ 1,7 bilhão em dívidas, com vencimentos concentrados nos próximos anos, o que coloca em risco a sua saúde financeira.

Um dos principais desafios é o acúmulo de dívidas de curto prazo, principalmente debêntures emitidas. Vencimentos significativos estão programados para maio e julho, totalizando R$ 1,4 bilhão. Essa situação, combinada com um capital circulante negativo de R$ 1,2 bilhão no fechamento do último ano, indica uma pressão imediata sobre o caixa da empresa.

Vencimentos Curtos e Impacto Financeiro

O volume de dívoras que vencem em 2025 é alarmante, representando R$ 1,4 bilhão. Essa carga financeira, somada ao capital circulante negativo, exige medidas urgentes para evitar um colapso iminente. A empresa precisa encontrar formas de gerar caixa para cobrir esses compromissos.

Contingências Tributárias e Riscos Adicionais

Além das dívidas de curto prazo, o Pão de Açúcar enfrenta um passivo de R$ 16 bilhões em disputas tributárias e perdas possíveis, que não foram totalmente reconhecidos como passivos. Essa incerteza adiciona uma camada de risco à equação financeira da empresa, tornando a situação ainda mais delicada.

Desafios e Estratégias de Recuperação

Diante desse cenário, a gestão do Pão de Açúcar está buscando renegociar suas dívidas com os credores. O novo CEO, Alexandre Santoro, tem enfatizado que as conversas estão avançando e que a situação já não é um segredo para ninguém. A empresa está apresentando um plano de eficiência e quantificando os impactos das novas medidas para o resultado de 2026.

O plano prevê uma redução de pelo menos R$ 415 milhões na base de custos e despesas operacionais (SG&A), com as primeiras capturas já a partir do primeiro trimestre de 2026. Além da reestruturação financeira, a gestão está revisando, reduzindo ou até cancelando contratos de prestação de serviços, tecnologia e consultorias, com o objetivo de torná-los mais aderentes à atual realidade do negócio.

Perspectivas e Possíveis Cenários

Apesar dos esforços da gestão, o mercado tem expressado ceticismo em relação à capacidade do Pão de Açúcar de se recuperar. Gestores com quem o Seu Dinheiro conversou alertam que a renegociação das dívidas pode não ser suficiente, e que a empresa pode precisar de um aporte de capital por parte dos acionistas majoritários, os Coelho Diniz.

Essa necessidade de capital pode ocorrer por meio de um aumento de capital, o que pode resultar em uma diluição significativa na base acionária da companhia. No entanto, o mercado questiona se a família que assumiu o controle da varejista teria a disposição de realizar esse movimento, considerando os R$ 17 bilhões em contingências tributárias.

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