O deserto de Taklamakan, um dos ambientes mais áridos e desafiadores do mundo, localizado no oeste da China, representava um problema crescente. Entre 2024, o deserto avançava rapidamente, ameaçando estradas, cidades, ferrovias e áreas agrícolas.
Diante desse cenário, Pequim lançou um projeto ambicioso: a construção da “Grande Muralha Verde”, uma barreira de vegetação para conter a desertificação.
Estratégia de Contenção
O projeto não visava transformar o Taklamakan em uma floresta tropical. A estratégia era mais pragmática: estabelecer faixas de vegetação resistente à seca, como o álamo-do-deserto e o tamarisco, para reduzir a força dos ventos e estabilizar o solo, atuando como uma barreira contra o avanço das dunas.
Corredores Verdes e Energia Limpa
A vegetação foi plantada ao longo de rodovias e ferrovias, formando corredores verdes que funcionam como barreiras naturais contra tempestades de areia. Além disso, o projeto incorporou painéis solares, que além de gerar energia limpa, ajudam a reduzir o deslocamento da areia, alterando o regime dos ventos e permitindo o surgimento de vegetação rasteira.
Desafio da Manutenção
Apesar do sucesso inicial, especialistas alertam que a fase mais crítica do projeto é a manutenção. Com o aquecimento global, a escassez de água e eventos climáticos extremos podem comprometer a estabilidade das áreas já protegidas. O governo chinês está utilizando sensores, imagens de satélite e ajustes contínuos na gestão da água para monitorar e manter o projeto.
