Petrobras Responde a Rumores sobre Recompra da Refinaria de Mataripe
Em meio a especulações reacendidas após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras (PETR4) emitiu um comunicado na noite de quinta-feira (26) para tranquilizar o mercado e esclarecer sua posição. A estatal negou que existam novos fatos que justifiquem qualquer divulgação sobre a possível recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, buscando assim evitar preocupações relacionadas a interferências políticas em suas operações.
A Petrobras reforçou seu compromisso com a governança interna, detalhando que todas as decisões de investimento, incluindo aquisições, são submetidas a rigorosas análises técnicas, econômicas e processos formais de aprovação. A empresa enfatizou que o diretor de relações com investidores (DRI) acompanha de perto os projetos estratégicos, incluindo oportunidades no setor de refino.
Segundo a Petrobras, o DRI possui informações atualizadas sobre o projeto da RefMat (Refinaria de Mataripe), considerando que não é necessário consultar outras áreas da companhia ou terceiros para avaliar a situação. A estatal ressaltou que o diretor está constantemente monitorando os projetos de desenvolvimento de negócios da Petrobras, devido à sua importância estratégica.
A Refinaria de Mataripe Antiga, também conhecida como Refinaria Landulpho Alves (RLAM), é um marco no setor petroquímico brasileiro. A unidade, que opera desde setembro de 1950, é a segunda maior do país e a mais antiga em operação. Em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, a refinaria foi vendida à Mubadala Capital, gestora que representa o fundo de investimento do governo de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, por US$ 1,65 bilhão (R$ 10 bilhões à época).
Com capacidade de refino de 300 mil barris por dia – representando cerca de 14% da capacidade total do país – a RLAM produz uma vasta gama de produtos, incluindo óleo diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, solventes, lubrificantes e gás de cozinha (GLP).
