Petrobras Avalia Ausência de Ajustes em Refinarias Amidst Crise de Combustíveis
Em um cenário de crescente pressão sobre os preços dos combustíveis, impulsionada pela instabilidade geopolítica entre Estados Unidos e Irã, a Petrobras apresentou uma avaliação cautelosa. A presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que a isenção temporária de impostos sobre a gasolina – conhecida como PIS/Cofins – pode ser suficiente para evitar ajustes imediatos nas refinarias da empresa.
A declaração foi feita em um evento em Duque de Caxias (RJ) na terça-feira (28).
Condição para Reajustes
No entanto, Chambriard ressaltou que qualquer decisão de reajuste nos preços da gasolina está condicionada à aprovação de um projeto de lei complementar no Congresso Nacional. A executiva expressou confiança no empenho do governo federal e dos parlamentares em buscar soluções para a crise, mas alertou que, caso o projeto não avance, a Petrobras precisará explorar outras alternativas. “Acreditamos que a isenção de PIS/Cofins é suficiente como resposta ao nosso investidor, seja ele público ou privado”, afirmou.
Previsão de Preços Internacionais
Além da questão tributária, a Petrobras também demonstra otimismo em relação aos preços do petróleo no mercado internacional. A empresa projeta que o barril de petróleo possa se manter em torno de US$ 70 até o final do ano, mesmo com as incertezas geradas pelo conflito entre EUA e Irã, que teve início em fevereiro.
A diretoria da estatal enfatiza a necessidade de projetos resilientes a preços mais baixos e a capacidade de lidar com essa situação.
Estratégia de Preços Flexível
A Petrobras abandonou, em maio de 2023, o modelo de preço de paridade de importação (PPI). A nova estratégia da empresa consiste em definir faixas de preço, considerando o valor máximo que o cliente está disposto a pagar e o mínimo que a empresa aceita receber. “Se você me perguntar se estamos pressionados pela paridade internacional, nós não estamos pressionados pelo preço”, declarou Chambriard.
Perspectivas e Desafios
Apesar da avaliação otimista, a Petrobras reconhece que a crise de combustíveis representa um desafio significativo. A empresa busca soluções para garantir o abastecimento do país, considerando fatores como a redução da demanda nos meses de abril e maio, a chegada de pagamentos relacionados a subsídios e a necessidade de se preparar para cenários de preços mais baixos no mercado internacional.
