Em um movimento crucial para o futuro da Braskem (BRKM5), o conselho de administração da Petrobras (PETR4) decidiu não exercer o direito de preferência nem o mecanismo de “tag along” na transferência do controle da Novonor (antiga Odebrecht) para a gestora IG4.
Essa decisão significa que a Petrobras optou por não adquirir a parte da Novonor, consolidando sua posição como detentora da maior fatia da petroquímica. A empresa manterá a participação de 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total.
Reação do Mercado e Desempenho das Ações
Após o anúncio, as ações da Braskem caíram 3,51% na bolsa, negociadas a R$ 10,45. No acumulado do ano, a Braskem apresenta um avanço de 35%. Paralelamente, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) também registraram queda de 0,81%, com preço de R$ 37,77.
No período, os papéis da Petrobras acumulam ganhos de 23%.
IG4 Assume o Controle
A chegada da gestora IG4, que representa um consórcio de grandes bancos credores da Petrobras, marca um novo capítulo na Braskem. O fundo Shine, gerido pela IG4, deverá adquirir 50,1% das ações votantes, tornando-se o novo controlador da petroquímica.
A transação, que se arrastou por anos, se aproxima do seu encerramento.
Perspectivas e Benefícios Fiscais
A IG4 sinalizou que não haverá mudanças operacionais imediatas na Braskem. A Novonor, que por décadas foi a base da petroquímica, terá uma participação residual de apenas 4% após a conclusão do processo. Além disso, a Braskem recebeu notícias positivas em Brasília, com a aprovação de um regime de urgência para um projeto de lei que concede um benefício fiscal importante ao setor petroquímico.
Essa medida tem o potencial de elevar o Ebitda da Braskem em cerca de US$ 290 milhões em 2026, representando um aumento de aproximadamente 50% em relação aos últimos 12 meses e fortalecendo a saúde financeira da empresa para o próximo ano.
