Petrobras investe US$ 450 milhões em monitoramento sísmico inédito no Pré-Sal
Petrobras investe US$ 450 milhões em monitoramento sísmico de ponta no Pré-Sal. Saiba como a tecnologia mudará a produção em Mero!
Petrobras Investe em Monitoramento Sísmico de Ponta para Otimizar Produção no Pré-Sal
Com o pré-sal já responsável por 92% da produção nacional, a Petrobras direciona seus esforços para a otimização da extração. A estatal anunciou, nesta terça-feira, um investimento significativo de US$ 450 milhões, valor que equivale a cerca de R$ 2,2 bilhões, focado em tecnologia avançada.
Este aporte visa monitorar o comportamento dos reservatórios em tempo real. A companhia, juntamente com seus parceiros no Consórcio de Libra, irá executar o que será classificado como o maior projeto de monitoramento sísmico já realizado no mundo.
Funcionamento do Sistema de Monitoramento Submarino
O sistema opera como um monitoramento contínuo do subsolo marinho, sendo capaz de mapear detalhadamente as estruturas geológicas. Além disso, ele acompanha a movimentação de óleo, gás e água dentro dos reservatórios.
Com essa capacidade, a Petrobras obterá uma leitura muito mais precisa da dinâmica dos reservatórios ao longo do tempo. Isso deve resultar em decisões de produção mais assertivas e elevar o fator de recuperação do petróleo.
Foco no Campo de Mero e Infraestrutura de Ponta
O monitoramento será implementado nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). A expectativa é que os primeiros dados coletados estejam disponíveis no segundo trimestre de 2026.
A iniciativa concentra-se no campo de Mero, localizado na Bacia de Santos, um ativo crucial do pré-sal brasileiro e em fase de expansão. Em janeiro de 2026, a produção média mensal do campo já havia ultrapassado 680 mil barris por dia.
Tecnologia PRM e Análise de Dados
Para acompanhar o reservatório, será instalada uma vasta infraestrutura submarina composta por sensores e cabos ópticos, denominada PRM (Permanent Reservoir Monitoring). Este sistema permitirá acompanhar como o reservatório reage à produção ao longo do tempo.
Inicialmente, os dados coletados no fundo do mar serão processados nas plataformas. Com o avanço do projeto, a transmissão dessas informações ocorrerá em tempo real, via fibra óptica, até a sede da companhia.
Integração com Inteligência Artificial
A Petrobras também estabeleceu uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para aplicar inteligência artificial no sistema. A proposta é utilizar algoritmos avançados para interpretar continuamente os dados do PRM.
Essa integração visa aumentar a eficiência operacional geral e, simultaneamente, contribuir significativamente para o avanço de pesquisas científicas na área de óleo e gás.
Segundo a Petrobras, este projeto inédito em águas profundas trará dados que permitirão uma compreensão aprofundada do comportamento e da dinâmica do reservatório, garantindo o máximo de recuperação de petróleo.
Autor(a):
Redação
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