As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) apresentaram um desempenho notável nesta quinta-feira (29), liderando o Ibovespa (Ibov) e alcançando um aumento de mais de 2%. Esse movimento ascendente consolida uma sequência de dez pregões positivos, refletindo um cenário favorável para a estatal.
A empresa retomou um patamar relevante, superando os R$ 500 bilhões em valor de mercado, um marco alcançado em abril do ano anterior.
Desempenho das Ações em Tempo Real
Por volta das 12h (horário de Brasília), as ações preferenciais da estatal (PETR4) avançavam 2,54%, cotadas a R$ 38,29. Simultaneamente, os ordinários (PETR3) registravam um aumento de 2,12%, a R$ 40,89. Durante a tarde, embora o ímpeto tenha diminuído, os papéis da Petrobras permaneceram entre os destaques do índice, com variações de 1,42% (PETR4) e 0,97% (PETR3) por volta das 15h36.
Fatores de Influência no Crescimento
O desempenho da Petrobras foi impulsionado, em parte, pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional, motivado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O contrato mais líquido do Brent, referência mundial, para abril, registrou uma alta de 3%, com o barril a US$ 69,40 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Reservas e Qualidade dos Ativos
Adicionalmente, a empresa divulgou informações sobre suas reservas provadas de óleo, condensado e gás natural, que somaram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 de dezembro de 2025, seguindo critérios da Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos.
Destes, 84% são de óleo e condensado, enquanto 16% são de gás natural. Em 2025, a Petrobras adicionou 1,7 bilhão de boe às reservas, mantendo uma trajetória de crescimento mesmo com um volume de produção recorde.
Apoio Estrangeiro e Perspectivas Futuras
A avaliação do Safra destaca que as adições de reservas reforçam a qualidade dos ativos da Petrobras e estabelecem uma base para o crescimento futuro da produção. A Petrobras também se beneficia do interesse de investidores estrangeiros, que buscam ativos de grande capitalização e liquidez no Brasil, conforme apontado pelo BTG Pactual, que ressalta que Vale, Petrobras, MBRF, PRIO e Eneva são os principais nomes nesse cenário.
