Pix internacional: Trump reage e países pedem tecnologia brasileira em 2026!

Pix vira exportação! Veja como o sistema brasileiro desafia gigantes globais e o que Donald Trump pensa sobre o futuro dos pagamentos.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Ascensão do Pix e o Futuro Internacional dos Pagamentos

O Pix conquistou rapidamente o coração dos brasileiros. Lançado em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos conseguiu, em apenas dois anos, superar o uso de cartões de crédito e débito, além do dinheiro físico, para transações e pagamentos em todo o território nacional.

Atualmente, o Pix está se preparando para se tornar um produto de exportação. O Banco Central (BC) está organizando o lançamento do Pix internacional em um futuro próximo. E quem pode perder o sono por causa desse meio de pagamento tão popular no Brasil é Donald Trump.

A Reação de Donald Trump ao Pix

Não há registro de Donald Trump ter utilizado o Pix em sua vida. Contudo, o sistema desenvolvido pelo Banco Central do Brasil tem sido um alvo frequente do governo Trump desde seu retorno à Casa Branca no ano passado.

Acusações e Preocupações Americanas

O ataque mais recente ocorreu na semana passada. Um relatório divulgado pelo governo norte-americano alega que o Pix cria uma “desvantagem” para grandes empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

“O Banco Central criou e regula o Pix; stakeholders dos EUA temem que o BC dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores norte-americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas”, afirma o documento.

O Pix em Expansão Globalmente

Enquanto o governo Trump defende os interesses das corporações americanas, ameaçando o Brasil com sanções, outros países já estão solicitando ao BC que exporte a tecnologia. Um pedido recente veio de Gustavo Petro, presidente da Colômbia, que pediu publicamente ao Brasil a extensão do Pix para seu país.

Usabilidade Atual e Expansão Local

É importante notar que já é possível utilizar o Pix fora do Brasil. Basta ter conexão com a internet em qualquer lugar para realizar transações com contas de origem e destino brasileiras.

Além disso, algumas fintechs permitem pagamentos via Pix para empresas brasileiras. Nesses casos, o recebedor recebe em reais, mas o valor é liquidado no exterior por meio de arranjos próprios, cartões ou transferências internacionais tradicionais nos bastidores.

O Futuro: Pix Internacional e Integração Global

O Banco Central planejou o desenvolvimento do Pix em um cronograma rigoroso desde 2020. Entre as melhorias previstas para 2026 está a cobrança híbrida, que fará com que boletos com código de barras passem a ter QR Code para pagamento via Pix. Embora já seja opcional, essa modalidade se tornará obrigatória a partir de novembro.

Outra novidade esperada para este ano é a adaptação do Pix ao sistema de pagamento de impostos em tempo real, desenvolvido em parceria com a Receita Federal. Já o calendário de 2027 aponta para o funcionamento do Pix internacional.

O Mecanismo do Pix Internacional

A ideia é transformar o sistema instantâneo em uma experiência global, estável, padronizada e interoperável. Para isso, o Pix será interligado à plataforma Nexus, criada pelo Banco Internacional de Compensações (BIS).

A Nexus, ainda em testes, visa conectar dezenas de nações com sistemas de compensação financeira semelhantes ao Pix. Se tudo correr bem, a partir de 2027, será possível enviar e receber dinheiro de cerca de 60 países, abrangendo América Latina, Europa, Ásia e África, usando o Pix internacional.

Impacto Econômico da Integração

Em poucos segundos, a plataforma calculará a conversão cambial e fará a compensação. A expectativa é que as transações internacionais se tornem mais rápidas, seguras e econômicas. O barateamento virá da redução da dependência de sistemas caros e longos, como o SWIFT, bancos correspondentes e cartões internacionais.

Para além da defesa dos interesses das grandes empresas americanas de cartão, o que parece mais preocupar Donald Trump é a tendência de queda na demanda por dólares no mercado de câmbio caso o Pix internacional consiga contornar o dólar na compensação.

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