Polícia Civil Desarticula Central de Golpes em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes. A operação ocorreu em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital, uma região com grande concentração de atividades financeiras.
A ação resultou na prisão de 12 suspeitos.
Detalhes da Operação
A investigação revelou que a central de golpes contava com aproximadamente 100 funcionários e mais de 400 computadores. Quatro mulheres, identificadas como líderes da operação, foram presas sob suspeita de formação de quadrilha e liberadas após o pagamento de fiança.
Os demais suspeitos foram encaminhados à delegacia para continuidade das apurações.
Como Operava o Golpe
Segundo a polícia, o grupo criminoso almejava vítimas idosas, utilizando dados obtidos ilegalmente para abordar as pessoas com promessas de recuperar “créditos podres” ou “limpar o nome”. As vítimas eram induzidas a efetuar pagamentos indevidos.
O golpe iniciava-se com o envio massivo de mensagens que simulavam ordens judiciais e alertas de bloqueio de CPF. Em seguida, as vítimas eram direcionadas para ligações telefônicas, onde operadores se apresentavam como representantes de setores de cobrança, jurídico ou do Judiciário, e faziam ameaças de penhora, protesto e bloqueio de bens ou benefícios.
Estrutura e Operações
As investigações apontaram que os criminosos criaram uma rede de empresas para sustentar o esquema. As companhias compartilhavam sócios, endereços e dados operacionais e contábeis, e algumas estavam registradas em nome de pessoas jurídicas de fachada.
No local da operação, foram apreendidos documentos utilizados nos contatos com as vítimas e identificada uma estrutura tecnológica robusta, com servidores próprios. Uma das unidades do grupo operava com uma estrutura “híbrida”, com parte da equipe realizando cobranças legítimas e outra se dedicando exclusivamente às fraudes.
Investigações em Andamento
A operação, denominada Título Sombrio, foi conduzida pela 4ª Delegacia da DCCIBER, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). As investigações continuam para identificar novas vítimas e outros possíveis envolvidos no esquema.
